Capítulo 153

1048 Words
Capítulo 111 A Kaori colocou o celular da Joyce pra carregar. Ela mandou mensagem falando que ia dormir na casa de uma amiga. Ele começou a ligar, ela mandou outra mensagem falando que estava tudo bem com o Victor, que era a única preocupação dele. Ele respondeu por áudio, chorando, nervoso, que tinha ido na casa dos pais dela, pediu desculpas pelo atraso, disse que não queria ela dormindo fora, falou que se preocupava muito com os dois. Ela foi dura, disse que ia pra casa de manhã e que, se ele tivesse falado algo para os pais dela, que ela ia embora de vez. Ela desligou o celular, falou que estava exausta, que a vida dele era trabalhar. A Kaori disse que sempre foi mesmo, ofereceu um lanche pra ela, suco, água. Ela estava super magra, o Victor mamava no peito ainda. A Kaori colocou os dois pra dormirem na cama dela e dormiu no colchão no chão ao lado. Era de partir o coração ver a Joyce daquele jeito, ela sempre foi alto astral, vaidosa, até parecia outra. No dia seguinte cedo, o Rui mandou bom dia, perguntou como tinha sido a noite sem ele. Ela disse que estava acompanhada com o Victor, que dormiu muito bem. Ele falou que ia levar uma coisa pra ela à noite. Ela respondeu: — Não vai dar, vou ficar na casa do meu pai. O que é? Ele disse que era surpresa, perguntou quantos dias ela ficaria lá. Ela disse que não sabia, que nem estava curiosa. Ela foi pra casa do Juliano com a Joyce de manhã. Ele estava lá. A Joyce falou, irônica, que ele devia estar no trabalho. Ele abraçou a Kaori, perguntou se estava tudo bem com as duas, foi pegar o Victor. Falou para a Joyce que estaria no trabalho se não tivesse preocupado com ela, perguntou se as duas tinham passado a noite juntas. A Kaori disse que sim. Ele agradeceu, ficou olhando para a Joyce, querendo conversar. Ela foi para o quarto e avisou que a Kaori iria ficar alguns dias lá pra fazer companhia a ela. As duas tinham combinado, seria bom para a Kaori evitar o Rui e para a Joyce pensar melhor em tudo, ficar menos solitária. O Juliano falou que seria ótimo ter ela por perto. Os dois ficaram sozinhos. Ele comentou que estavam com problemas, falou que queria muito arrumar tudo, se resolver com a Joyce. A Kaori respondeu: — É pai, você tá acabando com a vida dela. Olha pra ela, nem parece a mesma. A Ju não merece isso. Olha tudo o que ela fez por mim, pela nossa família. Você já perdeu 20 anos de casamento com a minha mãe, bagunçou tudo se divorciando, agora vai jogar tudo pro alto de novo? O Victor não vai querer saber de você se continuar ausente assim. Só pensa em tudo o que você tá fazendo, no que tem a perder. Ele disse que não estava fazendo nada errado, que a vida a dois era difícil e que, com o Victor, a rotina mudou. Ele garantiu que amava a Joyce e que não ia desistir. Ela respondeu: — Me dá seu celular! Ele perguntou pra quê, entregou a ela desconfiado. Ela mexeu um pouco e falou: — Salvei o contato da psicóloga que me ajudou muito depois do acidente e baixei um aplicativo pra você entender melhor o que a Joyce tá sentindo. Pai, se você estiver traindo, mentindo, eu não vou fazer vista grossa novamente. Chega de mentiras! Ele disse que não podia falar ali, mas que ia contar pra ela algumas coisas que deixaram a Joyce desconfiada. Como ela ia ficar dormindo lá, ele disse que ia buscar ela no trabalho. A Joyce estava tomando banho, colocou pijama. A Kaori sugeriu que ela colocasse uma roupa de verdade, pediu carona pra ir trabalhar. A Joyce respondeu, surpresa: — Que tipo de roupa? Tá falando sério? Seu pai pode te levar. A Kaori respondeu, indo para o quarto: — É lógico que estou. Deixa eu escolher algo com cores fortes, aí você passa um batom e me leva trabalhar. Ahhhh, e eu quero as minhas coisas pra comer, já que vou ficar aqui. Você pode ir comprar, o que acha? Se for uma ideia muito r**m, amanhã vamos cedo juntas. A Joyce disse, sem jeito, que era muita coisa para um dia só. Mexendo no guarda-roupa, a Kaori respondeu: — Tudo bem, amanhã nós vamos juntas. Promete que vai tentar? Ela pegou um macacão das mãos da Kaori e falou que ia tentar, que com companhia era bem melhor. O Victor começou a chorar na sala. A Kaori foi ver o que ele queria. A Joyce falou que era o que mais tinha, muito choro por nada, comentou que ele estava em pico de crescimento, com dentinhos rasgando. O Juliano comentou que tinha pensado em pagar uma babá meio período ou uma diarista pra ajudar. A Joyce saiu do quarto vestida com o macacão, chinelos e gloss nos lábios, falando que não queria uma estranha em casa vendo ela surtando com ele. Ele elogiou a roupa. Ela respondeu, irônica: — Juliano, você detestava a estampa desse macacão. Ele respondeu, sem jeito, que estava mesmo bonito nela, mesmo com aquela estampa não tão bonita. Ela pegou o Victor, a chupeta com a fraldinha e falou para o Juliano: — Preciso me preocupar com os meus pais? Ele disse que não, que inventou uma história sobre ela ter ido ver uma amiga. Ela respondeu: — Ótimo. Se você falar algo, já sabe o que vai acontecer! Ele se aproximou para se despedir, deu um beijo no rosto da Joyce, beijou o Victor e a Kaori também. Falou que logo ia trabalhar e que iam ter algo especial no jantar pra comemorar que tinham visita. A Joyce levou a Kaori trabalhar. Assim que ela chegou no restaurante, foi atrás da Bibi, começou a fofocar. A Bibi disse que elas podiam sair no dia seguinte, ir comer porção, tomar chopp, só as duas, sem o Breno, sem a Maria. A Kaori aceitou, mas ficou falando que queria ver a Maria. A Bibi disse que ela também tinha lá seu valor. Rindo, a Kaori respondeu: — Tá com ciúmes, Bianca? Ridícula!
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD