Capítulo 145

1057 Words
Capítulo 103 Elas já estavam saindo quando a Ivone chegou com a Daia. A Kaori teve que ir agarrar o afilhado um pouco. Começaram a conversar na calçada. Todos iam pra casa do Hugo passar a virada e só a Kaori não tinha confirmado ainda. A Daia falou, brincando: — Ela tá achando que o Rui vai estar sozinho aqui de novo, daqui a pouco ele tá chegando aí. Vai estar do jeitinho que só você gosta, comadre, virado no giraia, ele tá pu.t.o com a Lídi e sai descontando em todo mundo. Se fazendo de desinteressada, a Kaori falou que estava fugindo de homem problema, comentou que só quis ajudar naquele dia, indo lá fazer companhia pra ele. A Ivone falou que era bom os dois se comportarem, porque já bastava a Tati dando trabalho com o Maicon. A Tati mostrou a aliança e falou toda metida: — Aiii, tia, eu já vou me amarrar, tá? Vou te chamar de sogra igual aquelas indianas da novela. A Kaori disse que ia só chamar de tia mesmo. Ficaram mais um pouco ali. A Daia foi junto com a Kaori só pra comer. O Enzo já estava indo embora. A Daia teve que comentar sobre a beleza e simpatia dele quando estava indo até o portão com a Kaori. Ela riu, disse que ele era incrivelmente bonito por dentro e por fora. Elas ficaram no portão combinando tudo para a noite. Ela disse que a Kaori ia pra casa da Lisa, querendo ou não. Depois do almoço, foram brincar com água. Até o Tales, que era quietinho, falou que queria ir mais vezes lá. O Breno ficava policiando as crianças o tempo todo, era até um pouco chato, mas ele tinha medo das crianças estarem incomodando. Até comentou com a Bibi que a Kaori parecia outra pessoa, mais legal que antes, super cabeça, pé no chão, educada. A Bibi agradeceu bastante a amiga pelo almoço, especialmente pelo tratamento com as crianças. A Kaori agradeceu ela por ter ido lá levar a Maria. As duas se abraçaram, trocando declarações de carinho, especialmente da Bibi. Ela até falou que devia tudo à Kaori pelo último ano. Pegou na bolsa da Maria um embrulho bem pequeno, deu nas mãos da Kaori e falou: — Não é um título que te faz mais ou menos, mas você merece nome, título e muito mais, amiga. O Breno e eu conversamos, te queremos sempre perto da Maria, participando da vidinha dela, sendo um porto seguro como você tem sido até hoje. Vocês se escolheram antes mesmo dela nascer. Aceita ser madrinha da nossa princesa? O presente era um colar semijoia com um pingente de uma menininha. A Bibi disse que não era grande coisa, mas que achou que ela fosse gostar, e que a mãe do Pedro que comprasse o pingente dele pra madrinha. A Kaori aceitou, ficou super feliz de ver que o Breno não queria só chegar excluindo ela da vida da Maria. Depois que foram embora, a Kaori foi arrumar as coisas para ir na viagem. A Daia ia passar pra pegar ela por volta das 18:00. Eles foram por último, todo o resto da família já tinha ido. Foram direto pra casa do Hugo. A Lisa estava organizando tudo, super feliz por receber todos na casa nova. Colocou decoração com os números do ano, balões brancos, fizeram vários pratos doces e salgados, frutas decoradas. Quando a Kaori chegou lá, estavam a Ivone, Lisa e o Hugo. O Maicon estava com o Rui na casa da Tati, eles iam dormir lá. A Daia começou a arrumar o cabelo das três. O Gustavo foi com o Pedro pra casa da Tati, eles ficavam jogando videogame lá com o Gabriel. Quando estavam todos prontos, a Ivone começou a ligar para o Maicon, chamando eles pra irem logo. Alguns familiares foram chegando. Quando o Rui chegou, a Kaori estava na cozinha colocando água nas forminhas de gelo. Ele se aproximou, se cumprimentaram com beijo no rosto e um abraço apertado. Ela perguntou se estava tudo bem com ele e o Bernardo. Ele disse que não estava, mas que ia ficar, que por ele tinha ficado em casa sozinho, porque não estava com a menor vontade de ficar cercado de pessoas. Ele comentou que não tinha mandado mensagem durante o dia porque ficou ocupado. Ela disse que também estava, contou como foi receber as visitas em casa, disse que foi convidada pra ser madrinha da Maria Cecília. Ele falou, pegando no colar, que era legal ver ela com as crianças, porque ela realmente gostava, sem distinção, e brincava e tudo mais. Ela respondeu, irônica: — Porque eu sou quase uma?! Tá me chamando de criança, é isso? Ele sorriu e falou: — Às vezes você parece mesmo uma menina, mas acho que isso não vai mudar, não importa quantos anos você tenha. O Gabriel chegou na cozinha, falando que não ia beber aquele suco com um leve toque de vodka que a Lisa tinha feito. Ele falou olhando pra Kaori, afrontoso: — Agora, sem o namorado, você pode beber com a gente. Fiquei sabendo que você gosta de tequila. E aí? Ela respondeu séria, saindo de perto: — Vou ficar com o suco temperado da minha mãe! Eles provocavam e ficavam com risadinha entre eles. O Gabriel era até pior que o Rui no deboche. Quando ela saiu da cozinha, ele ainda ficou comentando que ela não aguentava nada. Todos levaram um presente unissex para participarem de um jogo “amigo ladrão”. Foram para a sala, começaram a brincar. A Kaori tinha levado um balde para colocar bebida e gelo. A maioria deles já levou algo que gostaria de ficar pra si. Várias pessoas roubaram o balde. Também tinha um abridor personalizado que estavam querendo e um copo grande térmico. O balde acabou nas mãos do Rui. A Kaori ficou com um cofrinho que fazia barulho ao receber moedas. Quando foram guardar os presentes, o Rui perguntou se ela queria trocar escondido. Ela respondeu, rindo: — Nãooo, vocês estão morrendo de inveja do meu cofre. Eu vou guardar tanto dinheiro que vocês vão me pedir emprestado! Ele disse que, se ficasse com o cofre, ia economizar, e com o balde ia beber. Ela respondeu: — Agora sim você me convenceu. Eu aceito trocar!
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