Capítulo 67
Ela respondeu surpresa, sorrindo toda boba:
— Dá vontade de te pegar e colocar em um potinho, sabe?! Não sei o que faço mais com você, Will.
Ele disse com um sorriso safado que ela podia fazer várias coisas, ficar à vontade. Ela respondeu, levantando da mesa:
— Trouxe seu uniforme?
Ele disse que não, enquanto tirava a mesa, perguntou por quê. Ela respondeu abraçando ele por trás, acariciando a barriga, cheia de maldade:
— Tô com saudades de você. Dorme aqui hoje?
Ele respondeu, se virando de frente pra ela, a puxando pela cintura:
— Vamos ficar juntos, ninguém precisa saber. Você age muito no impulso. Eu podia ter ido no aniversário com você, ter conhecido sua família… a gente só tá perdendo tempo assim.
Ela disse que não queria falar daquilo. O celular dela tocou, era a tia da Bibi. Ela foi atender, teve notícias das duas: a Bibi estava melhor e a bebê na incubadora, não reagindo muito bem. A Kaori marcou de ir visitar elas no dia seguinte, ficou super preocupada.
Ela foi escovar os dentes e entrou tomar banho. O William estava lavando a louça do jantar. Ela deixou a porta aberta de propósito e logo ele foi atrás, já sem roupa. Ele entrou embaixo da água beijando ela, começaram com as preliminares no maior fogo.
Ele queria t*****r no chuveiro, ela ficou negando, falando que não ia rolar sem camisinha. Ele perguntou se ela queria fazer algum tipo de exame pra ter certeza de que estava tudo certo com ele. Ela respondeu, sem entender:
— Exame do quê? Por que você tá falando isso?
Ele falou que era porque não transavam nunca sem camisinha e que, tirando fora antes de acabar, não dava em nada, se referiu à gravidez. Ela disse que não ia se arriscar, que a experiência que teve foi bem traumática.
Ele se desculpou e perguntou se ela confiava nele. Ela disse que sim, fez um agrado no chuveiro mesmo, masturbando e chupando ele. Depois foram para o quarto. Eles tinham todo um ritual pra ela chegar ao orgasmo primeiro, pra depois ficarem se curtindo, fazendo várias coisas.
Ele fez o que ela mais gostava e, quando ela chegou lá, ele falou que queria pedir uma coisa diferente, que talvez nem ele soubesse muito bem como era. Ela respondeu ofegante, entre um beijo e outro, achando que era s*******m:
— Pode falar… só não para… vai mais… isso, continua!
Eles estavam na posição papai e mamãe. Ele deu um selinho e falou:
— Quer namorar comigo?
Ela respondeu sem jeito:
— Will… agora não.
Ele disse que ela podia pensar antes de responder, mas que ele ia mostrar o que ela tinha a ganhar aceitando o pedido. Eles eram cheios de energia, transaram várias vezes na noite.
De manhã, antes dele ir embora, ele falou que estava falando sério, que podia ser uma coisa inicialmente só entre os dois, por causa do trabalho. Ela estava sonolenta, deu bom dia e pediu um tempo pra pensar.
No trabalho, eles m*l trocavam olhares. No final do dia, quando ela chegou do trabalho, o Enzo já estava lá esperando. Ele também ia visitar a Bibi. À noite, foram no hospital juntos.
A Bibi estava arrasada por causa do estado da Maria Cecília. O médico deu vários puxões de orelha nela e disse que talvez a bebê não fosse resistir, com certeza teria sequelas, tudo por causa do uso de drogas e bebidas.
Os pais da Bibi sabiam que ela tinha ganhado bebê e não se manifestaram em nada. A tia dela era bem humilde e precisava voltar pra cidade dela. O Enzo trabalhava também e não podia fazer muita coisa.
A mãe dele foi ficar dois dias no hospital com a Bibi. A cesariana dela não estava cicatrizando bem, ela não conseguia tirar leite. A Kaori e a Maria, super preocupadas, decidiram falar com a mãe dela pra pedir que ela fosse lá pelo menos conversar com a Bibi. Ela não tinha o menor interesse na bebê, mesmo se sentindo culpada. A mãe da Bibi disse que não queria saber de nada, que só tinha uma filha.
A Lisa, sabendo do acontecido, se ofereceu pra ir ajudá-las, mas não precisou, porque a bebê nem ia receber alta ainda.
O William dormiu na casa da Kaori a semana toda. Ele ajudava ela com tudo, mostrou que estava mesmo afim de relacionamento sério. Ela sabia que devia parar com aquilo, mas não conseguia. Quando ele chegava no final do dia, todo o resto parecia ficar mais fácil de suportar.
Na sexta-feira, a Bibi recebeu alta. A mãe do Enzo levou ela pra casa à tarde. A mãe dele, um amorzinho, ficou lá até a Kaori chegar do trabalho e explicou tudo o que o médico disse. Ela também comprou alguns remédios para a Bibi. Ela tinha sido encaminhada ao psicólogo por depressão pós-parto.
A Maria Cecília teve um avanço ótimo no quadro e, continuando daquele jeito, iria receber alta em uma semana aproximadamente. Na sexta-feira mesmo, a Lisa conversou com a Bibi e a Kaori ouviu tudo, não foi nada demais.
A Kaori ficou cuidando da Bibi, ajudando com tudo, fazendo companhia. No sábado era pra ela ir no hospital tirar leite. Ela não foi, disse que não estava bem e que não ia conseguir. Ela ligou lá, informaram que só um familiar poderia ir ver a Maria Cecília. A menina ficou dia sim, dia não sem ninguém lá.
A Bibi foi porque tinha mesmo que ir, chorava todos os dias, dizia que não conseguia. Nos primeiros dias, a Kaori disse pro William que não seria legal receber ele lá. Ele perguntou se ela tinha pensado no pedido. Ela disse que não estava com tempo e cabeça pra pensar. Ele falou que ia dar um tempo pra ela, se distanciou um pouco, parou de correr tanto atrás.
Alguns dias depois, a Maria Cecília recebeu alta. Ela precisava de alguns cuidados especiais por ser prematura. Ela era muito pequena e m*l tinha uma feição de alguém pra poder falar se parecia ou não com a Bibi. Ela simplesmente não respondia se perguntavam sobre o pai da Maria.
Quando foram buscar a bebê no hospital, o Enzo foi junto, todo ansioso. Ele deu um carrinho de presente. A Bibi estava calma, porém calada. Assim que saiu do consultório, deu a Maria no colo da Kaori, se queixando de dor.
Ela ficou assustada com o tamanho da bebê, chorou ao realmente conhecer a Maria. A saída da maternidade ficou grande. Foram pra casa delas, era sábado de manhã.
O Enzo e a Kaori mudaram a cama da Bibi de lugar, deixaram tudo em ordem pra ficar fácil dela se virar sozinha quando estivesse sozinha com a bebê. Ela não estava bem, com muita dor, sem conseguir comer. Foi dormir e os dois ficaram de olho na Maria, deitados no sofá.
A Kaori estava com a bebê deitada em cima dela, na barriga. A Maria começou a chorar. Foram trocar ela. O Enzo sabia fazer tudo por ser pai de menina, ele foi mostrando pra Kaori, explicando. Já falou do banho, que era difícil pra dar sozinho.
Ela estava encantada e com medo. Logo foi acordar a Bibi. Ela deu o peito reclamando de dor, começou a chorar. Os dois ficaram deitados na cama olhando. O Enzo tentou ajudar, conversou com ela, disse que a bebê precisava pegar certo.
Assim que a bebê dormiu, ela tirou do peito e deu pra ele. Os dois só se olhavam, sem falar nada, vendo aquele comportamento r**m dela. A Kaori não queria ficar pegando no pé e ele não sabia mais o que fazer pra ajudar.
O Enzo foi embora só à noite, ficou grudado com a Maria o resto do dia. A namorada dele odiava que ele ficasse lá com elas.
A Kaori amanheceu acordada, vigiando o sono da bebê, verificando se ela estava respirando. De madrugada, ela que acordou pra pegá-la no carrinho, deu para a Bibi amamentar e ficou esperando, fez a Maria arrotar e ficou cuidando dela com medo, enquanto a Bibi dormia.
No domingo, as duas prepararam o primeiro banho da Maria na hora do almoço. A Bibi ficou auxiliando a Kaori, dando sabonete, pegou a roupinha, fralda, tudo. Ela não encostou na bebê, só ficou olhando séria. Disse que não sabia fazer nada. Ainda comentou irônica que a menina nem prestou pra ter os olhos dela.
A Kaori respondeu irritada:
— Para de falar assim, Bibi. Se vai fazer DNA, pode ir avisando os possíveis pais, porque tem que comprar as coisas pra ela e eu não tenho dinheiro pra mais nada. Você não fez a menina sozinha!
Ela disse que não ia fazer nada, que nem sabia o nome do cara. Falou que ia se virar e dar um jeito. Ficou sentida, pegou a menina no colo pra amamentar, falou que se fosse pra ficar ajudando de má vontade que não precisava fazer mais nada.
A Kaori falou irônica:
— Imagina se precisassem então… aí, aí.
A Bibi retrucou:
— Isso mesmo, joga na cara! Continua.
A Kaori disse que ia sair encontrar o William à tarde, deixou as duas um pouco a sós. Ela que convidou, porque estava sentindo falta dele e precisando relaxar um pouco.
Ela foi se arrumar, eles iam a um pagode lá perto mesmo, no bairro. Antes de sair, ela foi se despedir. A Maria Cecília estava dormindo e a Bibi assistindo.
O William já estava no portão esperando. Ela saiu sorridente, o beijou na boca, como se nem estivessem dando um tempo. Foram caminhando, conversando de mãos dadas.
Chegando lá, encontraram alguns amigos dele. Ela estava com uma saia jeans curta, tênis e cropped. Ela postou uma foto sozinha com um copo de bebida. Há muito tempo ela não postava nada.
Ela estava animada, bebendo, conversando, dançando, e o William lá parado, conversando, só de olho. Ela se afastou um pouco e um moço mexeu com ela, chegou pegando na cintura. Ela se esquivou, cortou logo, mas o William não gostou, ficou com ciúmes, pediu pra ela ficar mais perto.
Se aproximou pra beijar, ela disse que não dava pra ficar muito perto porque alguém podia ver. Ele respondeu sério:
— Se você não quer ser vista comigo, por que me chamou pra sair?
Ela respondeu surpresa:
— Eu queria ver você!
Ele ficou mais sério, de canto, começou a mexer no celular. Logo ela o chamou pra ir embora. Ele comprou mais uma cerveja pra ela e foram andando.
Ela falou debochando que em casa podiam ser o que quisessem, foi chamando ele pra dormir lá, disse que estava afim de fazer uma aventura radical. Ele foi ficando mais de boa com a troca de carinho.
Ele falou que tinha um lugar no caminho pra casa que dava pra fazer uma aventura. Ela respondeu rindo, provocando, mordendo a boca dele:
— Vou ser boazinha… pode ser uma rapidinha pra você melhorar esse humor e em casa a gente continua!
Ele adorava safadeza. Foram por um caminho que passava por trilhos de trem. O bairro era muito tranquilo. A ideia foi dela quando viu o lugar. Quis fazer justamente no meio dos trilhos.
Não passavam muitos trens por lá e era só de carga, não tinham passageiros. Ela foi indo para os trilhos, levantando a saia, se deitou super desconfortável.
Ele ficou com receio de machucar ela, por ser maior, ficando por cima. Ela disse que ia ser rápido, perguntou se ele ia deixar ela na mão. Ele não perdeu tempo, partiu para o ataque.
Pra surpresa de ambos, ela teve um orgasmo lá e foi bem fácil. A adrenalina ajudou, foi muito divertido para ambos. Coisa de dez minutos.
Foram pra casa dela rindo, já entraram se beijando, loucos de t***o um pelo outro.