RENAN — Sabe, Dionísio... o passado muitas das vezes reflete muito no presente. Relatei enquanto andávamos na direção de um cômodo, reservado para os meus pertences embrulhados. Eram objetos de valor sentimentais. E esse em questão, precisava, na verdade tinha uma necessidade extrema de mostrá-lo. Talvez, só assim compreendesse a dimensão do meu antigo relacionamento com Jussara. Minha Sarinha. — Pra quê esse suspense todo? Por acaso pretende me assassinar? Se tentar saiba que vou... — Nada disso. — Interrompi. — Só precisa ver isso. Abro a porta do depósito, e ambos entramos. Mesmo que o espaço fosse estreito coube nós dois. Dionísio virou-se sem entender a razão de estar ali. Acendi a luz, explicando o motivo. — Sabia que os amantes carregam as chamas da paixão independente

