Na manhã seguinte, ao despertar, levantei-me e dirigi-me ao banheiro para realizar minha higiene matinal. A sensação de não querer ir para a escola era presente, mas a proximidade do fim do ano letivo e a gratidão por ser o meu último ano me impulsionaram a seguir em frente. Sair do banheiro e fui até o closet onde peguei um conjunto de moletom preto que o tempo estava frio e calcei um sapato da Nike e faço um coque no cabelo e depois de pronta desço para o andar de baixo com minha mochila na mão.
Chegando lá dou graças a Deus que as amigas insuportáveis da Yume não estavam mais lá. Pego uma maçã na geladeira e um iogurte e vou para a garagem onde vejo o senhor Alfredo que abri um sorriso quando me aproximo do carro.
— Bom dia pequena!
_ Bom dia, como o senhor está?— pergunto entrando no veículo
_ Estou bem graças a Deus, você já tomou café?
— Ainda não, vou comer só isso aqui hoje.— Mostro pra ele o seu eu estava na minha mão
— Tá bom.— Ele dá partida para o colégio e eu vou olhando pela janela e pensando em como será lá dentro, com certeza o Joel falou para a Monique e a turma dele que eu mandei mensagem para ele, aí meu Deus eu estou morrendo de vergonha. Termino o que estava comendo e o senhor Alfredo para o carro em frente a minha escola.
Ao sair do carro, o burburinho do ambiente escolar envolveu-me, e o corredor agitado revelava o vai e vem dos estudantes. Caminhando em direção à entrada, notei olhares curiosos, talvez fruto dos boatos que circulavam sobre a mensagem que eu enviei ao Joel, será mesmo que ele já contou para todo mundo? Abaixo minha cabeça e sigo meu caminho.
Ao entrar na escola, eu avistei minha amiga Emily e, com um sorriso, me aproximei para conversarmos antes da aula começar. Trocamos cumprimentos animados, e Emily, curiosa, perguntou sobre meu dia.
— Maya, como foi ontem?
— Foi normal .— respondo para ela
— Mais porque você está assim então?
— Assim como?— quis saber
_ Você parece meio tensa quando te vi.
Suspirei antes de responder.— Ah, foi uma montanha-russa de emoções. Sabe, eu acabei falando para o Joel que gostava dele e pelo jeito acabei me ferrando.— digo e Emily arregalou os olhos.
— Sério? E como ele reagiu?— Ela quis saber e eu contei, com um misto de nervosismo e alívio.
— Bem, inicialmente ele não lidou muito bem, foi meio rude. Mas depois, felizmente, ele veio pedir desculpas. Acho que estava surpreso ou sei lá..— Dou de ombros, minha amiga sorriu.
— Uau, isso é intenso. Como você está lidando com tudo isso?
Refleti por um momento, — Ainda me sinto um pouco envergonhada, mas acho que estou lidando. O importante é que consegui esclarecer as coisas.
Nesse momento, a professora adentrou a sala, interrompendo nossa conversa. Guardamos nossos assuntos para mais tarde, ansiosas pelo início da aula.
Durante a aula, o conteúdo se desdobrava, mas minha mente ainda voltava à conversa com Emily. Agradeci mentalmente por ter uma amiga compreensiva ao meu lado.
Assim que a professora encerrou a aula, Emily me olhou com curiosidade. E agora, como você está se sentindo?
Respondi, sorrindo, — Bem melhor, na verdade. Acho que era algo que eu precisava fazer, independentemente da reação dele. Pelo menos, agora as coisas estão claras.
Enquanto nos dirigimos para o intervalo, Emily comentou, — A coragem de expor seus sentimentos é admirável, Maya. E pelo visto, o Joel também percebeu isso.
Refletindo sobre as palavras dela, agradeci por ter uma amiga como Emily ao meu lado, apoiando-me nos altos e baixos da vida escolar.
(...)
Enquanto eu estava no intervalo, Joel se aproximou mais uma vez, pedindo desculpas. Seu gesto era inesperado, e o nervosismo tomou conta de mim. Ele sorriu e comprou um lanche pra mim, deixando-me surpresa.
— Maya, eu realmente sinto muito pela maneira como reage ontem. Não foi legal da minha parte. Espero que possamos superar isso.
Fiquei um pouco sem palavras, mas agradeci, — Ah, tudo bem, Joel. Eu também não esperava que as coisas fossem se desenrolar daquela forma. Agradeço por se desculpar.
Ele sorriu novamente.— Então, aceita o lanche como um pedido de desculpas?
A timidez se misturava com a surpresa.— Claro, obrigada.
Enquanto Joel escolhia os lanches. Talvez, entre as idas e vindas de confissões e desculpas, estivéssemos nos aproximando de uma nova dinâmica, uma em que as coisas eram mais transparentes e simples.
Conversamos durante o intervalo, com trocas de sorrisos e gestos que quebravam o gelo. A atmosfera, antes carregada de tensão, agora se transformava em algo mais descontraído.
Joel comentou.— Eu realmente não queria que as coisas ficassem estranhas entre a gente. Às vezes, sou meio impulsivo, mas estou tentando melhorar.
Respondi, sentindo um alívio.— Entendo, Joel. Fico feliz que tenha vindo conversar. Vamos deixar isso para trás e seguir em frente, certo?
Ele assentiu.— Combinado. Eu espero que possamos ser amigos, pelo menos.
Sorri— Claro, amigos soa ótimo.— Sorri feliz, mesmo que o que eu queria não fosse isso.
O sinal tocou, indicando o fim do intervalo. Joel e eu nos dirigimos juntos de volta à sala de aula, e o peso do m*l-entendido começava a se dissipar. Talvez, no meio das reviravoltas da vida escolar, estivéssemos descobrindo uma amizade que poderia florescer além das expectativas.
(...)
Ao sair da escola, Harry e Erick se aproximaram, tentando me convencer de que Joel não mudaria tão rapidamente quanto aparentava. Seus comentários eram repletos de ceticismo, mas Emily e eu decidimos não dar ouvidos às suas preocupações.
— Maya, acho melhor você não confiar tão rápido no Joel. Essa mudança dele pode não ser tão genuína quanto parece.— alertou Harry.
Olhei para Emily, buscando apoio, e respondi, _ Entendo a preocupação, mas acho que as pessoas podem mudar. Não custa dar uma chance, não é?
Erick, persistente, comentou.— Só não queremos ver você se machucando, Maya. Às vezes, as aparências enganam.— ele termina de falar olhando para Emilly e ela interveio, firme.
— Maya sabe o que está fazendo. Vamos dar um voto de confiança ao Joel. As pessoas merecem uma segunda chance, gente.
Enquanto caminhávamos para casa, a tensão da conversa ainda pairava no ar. A incerteza sobre o futuro da minha relação com Joel permanecia, mas a decisão de confiar estava tomada, e esperava que as mudanças fossem verdadeiras.
Chegando em casa, as palavras de Harry e Erick ecoavam em minha mente. Emily, percebendo minha inquietação, tentou acalmar as dúvidas.
— Maya, eu entendo que eles estão preocupados, mas só o tempo dirá se o Joel realmente mudou. Vamos dar uma chance e ver como as coisas se desenvolvem.
Concordei, tentando afastar as incertezas, mas a semente da desconfiança ainda estava plantada. À medida que a noite avançava, troquei mensagens com Emily sobre os acontecimentos do dia.
Emily enviou.— Acho que devemos seguir nossos instintos, Maya. Se o Joel está realmente disposto a mudar, veremos isso com o tempo.
Refletindo sobre suas palavras, percebi que, no meio das dúvidas, a confiança e a paciência eram fundamentais. À medida que adormecia, esperava que a escolha de dar uma chance a Joel fosse a decisão certa, e que o tempo revelasse a sinceridade de suas mudanças. Eu só não quero ter tomado a escolha errada.