Capítulo 20: Finalmente...

3782 Words
A conversa entre Gris e Gael poderia ser definida por um simples termo técnico: passiva-agressiva. Roberta tinha a expressão de desconforto bem definida, enquanto Vanessa, Tom, j**k e Lipe pareciam não entender o que estava acontecendo, mas, ao mesmo tempo, sentiam a tensão que eles emanavam pelo ar. Menos Mateus, que se ocupava em comer do seu pratinho de comida e assistia tudo completamente alheio. Quando Gris colocou o isqueiro na mão de Gael, o devolvendo, e depois sussurrou algo bem próximo do rosto dele, a expressão calma e convencida de Gael se desfez imediatamente, pareceu que uma porta tinha se fechado, uma porta que Gris manteve teimosamente aberta por tempo demais. Gael deve ter entendido o mesmo, pois perdeu a compostura, foi apenas um momento, mas foi um pouco assustador… Gris ficou boa parte do tempo de mãos dadas com o Lipe, como se apoiando nele nesse drama intenso e sutil que se desenrolava, algo que me fez sentir apreensivo. Quero ser a pessoa que possa se apoiar, não um espectador passivo. Admito que fiquei um pouco desesperado quando Gris falou que iria embora com o Lipe, então apenas decidi ir junto impedir que algo acontecesse entre eles, eu sei que é uma atitude egoísta, mas estou bem cansado de ser cauteloso. * Chegando no apartamento do Gris, ele tentou, educadamente, me dispensar para ficar a sós com o Lipe, algo que eu não iria permitir. — Lipe, posso falar com você? — Perguntei já pegando no braço dele e o puxando para o elevador. No elevador me virei para Lipe ainda segurando seu braço. — Você vai embora agora. — Ordenei com seriedade. Lipe arregalou os olhos incrédulos para mim. — Mas… — Tentou protestar. — Eu vou ser sincero com você. — Cortei. — Não quero que você fique com ele, entendeu? Ele uniu as sobrancelhas irritado, comprimiu os lábios e bufou. — p***a, Nilo… — Murmurou puxando o braço de volta. — Por que não me avisou que tava ficando com ele? — Não tô ficando com ele… — Respondi sem jeito. — Tô desenrolando. Lipe franziu a testa e balançou a cabeça como se compreendendo minhas palavras, a porta do elevador abriu e ele foi em direção à saída do prédio. — Tu tem sorte de ser meu amigo. — Diz irritado. Suspirei aliviado. — Valeu por entender. Ele parou e se virou para mim. — Melhor tomar conta dele… — Um sorriso malicioso surgiu em seu rosto. — Só avisando. Recolhi os lábios enquanto o via passar pela saída do prédio, não perdi tempo e apertei o botão do meu andar com mais força que o habitual, meu coração batia acelerado. Não me sentia nem um pouco culpado por empatar a f**a dos dois, mas estava um pouco tenso com a reação do Gris quando contasse que Lipe foi embora. Como esperado, Gris não ficou muito feliz… Praticamente o arrastei para o meu apartamento, estava no meu limite já, se Gris não conseguia enxergar como me sentia, iria mostrar, deixar bem claro, esfregar na cara dele, fazer o que estivesse ao meu alcance para fazê-lo entender. Vendo Gris sentado no meu sofá me fez ver que não teria mais volta, que se desse errado não poderia mais ter sua presença na minha vida, senti medo de voltar ao início, onde ele me evitava a todo custo. Respirei fundo e fiz a pergunta que, dependendo da resposta, me daria coragem ou me faria desistir dos meus sentimentos. — Me diga com sinceridade: o que eu sou pra você? — Tento manter minha voz firme. Não respondeu de imediato, mas acho que viu a urgência no meu pedido e logo se forçou a abrir, admito que estava sendo incisivo demais, talvez um pouco exagerado, mas não aguentava mais essa incerteza, precisava de uma resposta. Me sento na mesa de centro bem a sua frente, esperando sua resposta, Gris com palavras atropeladas diz o quanto valorizava minhas ações, gostava da minha personalidade, da minha aparência, da minha comida, até das minhas roupas, hesitou por um momento, envergonhado, escondendo o rosto de mim, finalizou dizendo gostar do meu cheiro. Os detalhes em mim que registrou e disse em voz alta me aqueceram, me fazendo sentir especial, deu a coragem que precisava. — Gris. — O chamo. — Eu. — Ele murmura constrangido por trás das suas mãos. — Olha pra mim. — Não. Parece uma criança. Suspiro de leve, levo minhas mãos as suas, tirando do seu rosto, ele não me olha, não consigo deixar de sorrir com sua reação tímida. Solto uma de suas mãos, levo meus dedos até seu queixo, erguendo seu rosto corado, fazendo seus olhos azuis encontrarem os meus. Nervoso, tenso, confuso… — Você fica lindo vermelho. — Digo suavemente, ele arregala os olhos para mim, parecendo não entender o que digo. — Não flerte com outras pessoas, não pegue na mão de outras pessoas, não beije outras pessoas, não convide outras pessoas para o seu apartamento… — Peço sem tirar os olhos dos seus. — Faça essas coisas… Comigo. Gris fica em silêncio por alguns segundos, como se estivesse digerindo tudo o que falei. — Han? — Solta, como se não acreditasse em uma palavra do que eu disse. Eu não aguento mais isso. Me inclino para ele, finalmente o beijando, finalmente demonstrando todo o desejo que tenho por ele. Gris não se afasta, o sinto derreter contra minha boca, suas mãos vão para minha nuca, os dedos acariciando meu cabelo, fazendo meu coração querer pular do meu peito e ir ao encontro dele. Afasto um pouco, ficando a centímetros do seu rosto, com suas mãos ainda na minha nuca, continuo segurando seu queixo, sentindo sua respiração entrecortada contra o meu rosto. Seus olhos azuis levemente abertos, me encarando com a mesma intensidade da noite em que nos conhecemos, causa uma corrente elétrica que passeia pelo meu corpo sem controle. — Nilo… — Murmura contra a minha boca. — Espera um pouco, eu… — Esperei esse beijo por meses. — Falei o beijando novamente. — Não quero mais esperar… — Espera, espera… — Gris coloca as mãos nos meus ombros e me afasta. — Como assim “meses”? Dou uma risada irônica. — Você é tão inteligente pra certas coisas e tão burro pra outras… — Murmuro sem conseguir conter um sorriso no canto dos lábios. — Eu preciso mesmo dizer? Você ainda não entendeu? — Levo minhas mãos até seu rosto, olhando nos seus olhos. — Eu gosto de você. Ele pisca algumas vezes, assimilando. — Sério? — Gris pergunta baixinho. Deslizo minhas mãos até seu cabelo, o puxando para mais perto. — Sério. — Sussurro conta sua boca, o beijando novamente. Ele suspira suavemente contra meus lábios, suas mãos deslizam pelo meu braço, me segurando, como se querendo me manter no lugar, mas eu não iria a lugar algum. — Ok… Ok… — Murmura sem ar entre os beijos. — Você disse… Pra eu não… Ficar com… Outras pessoas… — Sim. — Faço uma trilha de beijos até seu pescoço, inalando seu cheiro com força. — Fica só comigo… Gris estremece com meu toque. — Isso quer dizer… Que estamos… Juntos? — Pergunta um pouco sem ar. Paro e me afasto, olhando para ele, seu rosto corado, os olhos azuis brilhando, o cabelo bagunçado por minha culpa. Fofo. — Não precisamos realmente definir um rótulo se isso te incomoda. — Faço carinho no seu cabelo. — Não é isso. — Desvia o olhar. — Eu… Não sou bom com essas coisas, só isso… — Nada vai mudar realmente. — Beijo seu rosto. — Acho que o que mudaria seria isso… — Falo o puxando para outro beijo. Ele arfa contra a minha boca, é uma sensação maravilhosa. — Isso é muito bom… — Murmura, sua voz vibrando contra mim. Gris respira fundo, se afasta, tirando minhas mãos do seu cabelo, as apoia no seu colo e recosta no sofá. — Eu também gosto de você… — Diz olhando nossas mãos juntas. — Não imaginei que seria recíproco, então meio que só ignorei o que sentia… — Respirou fundo novamente e levantou os olhos para mim. — Quero… Tentar, ver no que dá… Bom, é como você disse. — Gris dá de ombros e um sorriso leve se forma no seu rosto. — Nada mudaria… — Pois é. — Respondo sem conseguir conter meu sorriso. Gris começa a rir. — Então… O que fazemos agora? — Pergunta sem jeito. Dou-lhe um sorriso malicioso em resposta, num movimento rápido, sento no seu colo com meus joelhos de cada lado do seu quadril, observando sua expressão surpresa e cheia de expectativa. Apoiei minhas mãos no encosto do sofá atrás dele, enquanto Gris leva as suas para os botões da minha camisa social, as desabotoando rapidamente. — Você não consegue abotoar sua própria camisa, mas desabotoar a minha… — Tenho prioridades diferentes. — Diz numa voz urgente. O tecido da camisa desliza pelos meus braços, caindo no chão, seus dedos passando pela minha pele, enquanto beijo Gris intensamente, arranhando meus ombros, arrepiando todos os pelos do meu corpo, sua língua explorando pela minha boca sem medo, sinto sua ereção se formar contra a minha b***a… Essa intensidade toda quase compensa todo o tempo que esperei e as frustrações que Gris me causou ao longo dos meses, finalmente podia estar com ele do jeito que queria. Não tem melhor sensação que a liberdade de poder beijar quem gosta. Levo minhas mãos até seu suéter e tiro do seu corpo, começo a desabotoar sua camisa, rapidamente ele tira suas mãos de mim e se desfaz de sua camisa imediatamente, a puxando sobre a cabeça sem se importar com os botões, sua pele quente contra a minha me tira o ar com muita facilidade. Passo as unhas pelas suas costas, sentindo seus gemidos contra a minha boca, percebo que não é um prazer, mas uma necessidade. Preciso dele agora. — Vamo pro quarto… — Arfo contra sua boca. — Ok. — Responde sem hesitar. Saio de cima dele, ficando de pé, Gris se levanta e leva sua boca até meu pescoço, envolvendo seus braços em mim, levo meus lábios aos seus novamente, nunca tendo o suficiente. Vamos tropeçando desse jeito até meu quarto, quando minhas pernas encostam na lateral da cama, Gris me empurra com uma força surpreendente, me fazendo cair na cama. Suas mãos vão até a barra da minha calça, a abre e tenta arrancar do meu corpo, mas é impedido pelas minhas botas. Ele solta um grunhido de frustração, desamarra minhas botas e as tira de mim com ferocidade. — Você tá me deixando doido. — Falo, levando as mãos para trás da minha nuca. Gris olha para o volume na minha cueca e ergue uma sobrancelha. — Deixando? Recolho os lábios, numa tentativa inútil de esconder meu sorriso de satisfação. Gris, sem tirar os olhos de mim, abre sua calça ao mesmo tempo em que tira seus sapatos e meias com os pés, ficando apenas de cueca. Ele sobe em mim, suas mãos passeando pelo meu corpo com desejo, beijando meu pescoço, fecho os olhos o sentindo fazer um caminho para meu ombro, seus lábios dão uma atenção especial a minha tatuagem de lírio. — Adoro sua tatuagem. — Murmura contra minha pele. Tiro minhas mãos de trás da minha nuca e as levo para suas costas, passeando por elas com a ponta dos dedos. Sua pele se arrepia sutilmente ao meu toque, Gris levanta o rosto para mim, revelando uma expressão de desejo maravilhosa. — Quero você… Gris morde o lábio inferior, aproxima seu rosto do meu, com sua boca bem próxima à minha, fecho os olhos sentindo aquela corrente elétrica que me causa, permitindo a sensação passear pelo meu corpo com mais intensidade. — Lubrificante e c*******a? — Pergunta contra meus lábios. — Criado-mudo. — Respondo sem abrir os olhos. — Primeira gaveta. Sinto frio quando seu corpo se afasta, ouço o barulho dele abrindo a gaveta. — Tá preparado? — Gris pergunta. Abro os olhos e vejo sua expressão cheia de cautela. — Não precisa ter pena de mim. — Provoco. Seus olhos azuis brilham ao som das minhas palavras. — Não vou me conter. — Perfeito… — Fecho os olhos novamente, relaxo o corpo, apenas esperando por ele. Gris beija minha boca com uma intensidade ainda maior que antes, desce até meu pescoço, mordendo de leve, me causando tremores suaves pelo corpo, sinto seu sorriso contra minha pele, o seu divertimento com as minhas reações me deixa ainda mais e******o. Seus lábios descem pelo meu peito, variando entre morder, beijar e lamber meu corpo, era um momento de pura imprevisibilidade, não sabia qual seria sua próxima ação. Suas mãos vão até a barra da minha cueca, abaixando devagar, ele para deixando apenas o início da virilha exposta, subindo as mãos pelas laterais do corpo, passeando com a ponta dos dedos pelos meus músculos, me deixando arrepiado e frustrado. — Para de me torturar. — Imploro arfando, um som que nem sabia que era capaz de produzir. — O que você quer que eu faça? — Pergunta naquele tom sarcástico que só ele é capaz de fazer. — Me chupa. — Ordeno. Mais uma vez sinto seu sorriso descendo pela minha pele, indo até barra da minha cueca, seus dentes puxam o tecido o tirando do meu corpo com facilidade, sua língua passa pela virilha, indo até a base do meu p*u, subindo até a ponta, me provocando sem piedade alguma. Sinto seu toque pelas minhas coxas enquanto termina de tirar minha cueca, me vendo livre do tecido, começa a abrir minhas pernas. — Seu gemido é gostoso pra c*****o. — Comenta, abro os olhos, seus lábios contra o meu p*u. — Nem percebi… Que estava gemendo… — Murmuro com a mente nebulosa pelo prazer. Sua boca finalmente me envolve, me fazendo revirar os olhos, jogar a cabeça para trás, um som profundo e puramente voluptuoso escapa sem controle da minha garganta. A sensação é quase um sonho, talvez por não f********o com ninguém por um bom tempo, ou quem sabe por conta das expectativas que criei estarem sendo finalmente atendidas, mas provavelmente por ser Gris o causador, com bastante maestria, do impacto forte em mim. A língua era a melhor parte, dando voltas e voltas na glande, ao mesmo tempo que me chupava. — Eu… vou gozar… — Gemi quase sem ar. Imediatamente parou de me c****r e se afastou, me fazendo grunhir de frustração. — Você vai gozar quando eu quiser. — Respiro fundo. — Por favor… Continua… — Suplico. Quando levo uma das minhas mãos até meu p*u para continuar sozinho, ele levanta de repente e suas mãos vão até meus pulsos, os segurando sobre minha cabeça, me impedindo, deitando seu corpo sobre o meu logo em seguida. Seu rosto tão próximo, seus lábios roçando contra os meus… Ele sabe o que tá fazendo e faz muito bem. — Pede. — Gris morde meu lábio inferior de leve. — Quero ouvir você pedir. — Me f**a agora… Por favor… — A urgência da minha voz manhosa é indiscutível. Gris sorriu contra minha boca, soltou meus pulsos, ergueu seu corpo, os joelhos na cama entre minhas pernas, se desfez da cueca preta que usava a jogando para o outro lado do quarto, revelando seu p*u duro e grosso apontado para mim, a pele mais escura que o resto do seu corpo, as veias marcando, a cabeça rosada pingando de pré-g**o, me fazendo salivar. Os pelos castanhos aparados no saco, subindo ao redor da base e se unindo com aquela linha de pelos na barriga, me ergo e passo a língua por esse caminho que tanto desejei, que até pouco tempo me era proibido, agora era todo meu. Gris aproximou as mãos do meu cabelo, murmurando suavemente enquanto eu lambia toda a ponta do seu p*u. Minha mão envolvia e deslizava a pele para baixo, expondo mais da sua cabeça rosada. O coloco na boca com um pouco de dificuldade, ele segura minha nuca com firmeza e move seu quadril contra meu rosto, fodendo meus lábios, me fazendo engasgar, algumas lágrimas escorrendo pelos olhos. Mas eu não o afasto, nem reclamo, porque era exatamente isso que desejei por meses. Quando pareceu satisfeito, me empurrou na cama de novo, pegou minhas pernas com habilidade e as posicionou em seus ombros, beijando meus tornozelos. Ele pega e abre o lubrificante, passa nos dedos, com uma calma inabalável, massageia ao redor, aos poucos enfiando os dedos em mim. Levo as mãos ao meu cabelo, as ajeitando na minha nuca, relaxando completamente, permitindo todas as sensações de prazer que ele pode me proporcionar. Quando o sinto na minha próstata, não consigo conter meus gemidos. — Como você que eu te f**a? — Gris pergunta, massageando com mais intensidade. — Rápido? Devagar? — Já disse, não precisa ter pena de mim… — Respondo sentindo o calor do seu toque me levar. Tirou os dedos de mim, me deixando vazio, pegou uma c*******a, a vestiu, passou mais lubrificante e me olhou com desejo. Inclinou seu corpo sobre o meu, seus lábios roçando contra os meus. Devagar, me preencheu. — Qualquer coisa, me fala… — Gris pediu enquanto deslizava mais e mais. Uma de seus braços envolveu meus tornozelos com força contra seus ombros, a outra que deslizava a ponta dos dedos pelo meu peito, descendo pelo meu abdômen e indo até meu p*u, começando a me masturbar devagar, quando estava completamente dentro, esperou me acostumar, e logo se movimentava contra mim com rigor, o conjunto de suas ações me deixou completamente sem chão. — Isso… Geme pra mim… — Murmurava me olhando com desejo. Devagar, Gris move minhas pernas, as envolvendo no seu quadril e leva uma de suas mãos para o meu pescoço, me enforcando com vontade, segurei seu pulso, demonstrando que não queria que soltasse meu pescoço. Ele inclinou o corpo na minha direção, sua outra mão continua a me masturbar, seus olhos azuis nos meus eram a coisa mais linda que já vi na minha vida. — Pode gozar… — Murmura sua permissão olhando no fundo dos meus olhos. Acho que nunca gozei com tanta intensidade em toda a minha vida. Gris tirou a mão do meu p*u e passou os dedos pela minha p***a que escorria pela lateral do meu abdômen, levou aos seus lábios, meu p*u tremeu com a visão. Sua outra mão se manteve no meu pescoço, me enforcando, enquanto Gris me fodia, a cama tremendo e rangendo sob nós. — Isso… — Murmurava contra minha boca. — c*****o, Adônis… Arfei contra seu apelido, ele não pareceu notar o que disse, estava ocupado demais. Saiu de dentro de mim, virou meu corpo na cama, passou os lábios pelas minhas costas, voltando a se encaixar em mim por trás, mordendo e beijando minha nuca. Levou a mão até meu cabelo, empurrando meu rosto contra o colchão, a outra segurava meu quadril com firmeza enquanto se movia contra mim. Gemia seu nome sem parar, enquanto se movia dentro de mim o barulho de nossas peles batendo preenchendo o quarto. — Goza comigo… — Ordenou contra meu ouvido. E mais uma vez, o obedeci, senti seu corpo inteiro tremer junto ao meu, no mesmo ritmo, me fazendo afundar mais o rosto no colchão, gritando de prazer contra o lençol amassado. Quando acabou, saiu de mim devagar, de forma quase c***l, deitou de lado, me puxando contra seu peito, arfando contra minha nuca e completamente suado. — Quando quiser mais só avisar… — Murmura com um ar convencido enquanto tirava a c*******a, amarrava a base e a jogava no chão do meu quarto. — Se você aguenta mais, não sei o que será de mim. — Respondo rindo. — Podemos revesar. — Gris debocha. — Qualquer coisa a gente decide num par ou ímpar… Levo as mãos ao rosto e começo a rir. — Oddio, cala a boca! — Digo tentando conter minha risada sem sucesso. — O que você falou? — Gris pergunta se apoiando no cotovelo para me olhar melhor. — “Odiô”? — É italiano. — Respondo tirando as mãos do rosto e olhando para ele por cima do ombro. Gris ergue as sobrancelhas. — Então além de bonito, gostoso, cheiroso, cozinha bem e gosta do meu gato… — Diz, enumerando com os dedos. — Você fala italiano? Sorrio. — Pacote completo. — Respondo dando de ombros. Gris comprime os lábios e balança a cabeça num gesto de aprovação. — Interessante. — Murmura, se levantando. — Vou tomar um banho, você vem? — Não vou dormir melado de p***a… — Respondo me levantando com um pouco de dificuldade e o acompanhando até o banheiro. No box, Gris observa minha prateleira de produtos. — Tudo de lavanda… — Comenta com um sorrisinho. — Aposto que o seu é tudo de melão. — Pego sabonete e dando espaço para ele se molhar no chuveiro. — Melão? — Pergunta sem entender enquanto entra embaixo da água. — É, você tem cheiro de melão. Gris n**a com a cabeça. — Eu não tenho nenhum produto com cheiro de melão. — Diz franzindo as sobrancelhas. — Quais são os cheiros dos produtos que você tem? — Pergunto, terminando de me ensaboar Ele pensa um pouco. — Meu xampu e condicionador são de coco… — Passo meu sabonete para ele e vou para debaixo do chuveiro. — Meu sabonete é… Sei lá, daqueles genéricos com propaganda que diz m***r 99% dos germes. — Se ensaboa preguiçosamente enquanto pensa. — Tenho um perfume, mas vivo esquecendo de usar. — Talvez a combinação te deixe com cheiro de melão? — Sugiro enquanto aproveito a água quente no corpo. — Ou talvez você tenha algum problema no olfato? — Pergunta no seu tom sarcástico de sempre. Ergo as sobrancelhas, o puxo pelos ombros e enfio meu nariz no seu pescoço. — Ei! — Protesta. — O que…? — Você tá com o meu cheiro agora… — Meus braços o envolvem com facilidade, agora nós dois estamos embaixo da água quente. Gris respira fundo contra meu ombro. — Você… É bem carinhoso… — Murmura numa voz manhosa. — Isso é bom? — Sussurro contra seu ouvido. — É algo que não estou acostumado. — Responde, me abraçando de volta. — Quero ficar assim mais um pouco. O seguro com mais força contra meu corpo. — Tá bom. — Murmuro contra sua pele. Só saímos debaixo da água quando o chuveiro desarmou e a água ficou fria; esse foi, provavelmente, o banho mais longo da minha vida.
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