cap 02 eu sempre tive uma vida simples

733 Words
157 narrando . . . . Me perdi cedo no tráfico. Necessidade? Tinha p***a nenhuma. Eu só queria um pouco de adrenalina. Vim de família carente pô, diretamente aqui do Rio de Janeiro. Comunidade do Cantagalo. Minha coroa trabalhava e fazia de tudo por mim e pelo meu irmãos mais novo. Saía cedo e voltava a noite, nunca deixou nós passar fome ou passar necessidade. Se nós precisava ela ia lá e dava um jeito. Não teve um dia em que eu reclamei que tava passando fome. Mas era deslumbrado com os faixa, cheio de ouro, moto f**a e esbanjando dinheiro. E aí eu fui na reta e o crime me abraçou. Meu primeiro roubo foi com 15 anos, conquistei a confiança do de frente na época e ele me mandou em uma missão. Roubo a joalheria. Isso aí foi o gatilho que faltava pô, ganhei uma grana f**a e quis mais, mais e cada vez mais! "Aos 15 anos, primeiro delito. Aos 16 só carga roubada, aos 17 tinha se tornado um mito. Apelidado Robin Hood da quebrada." Arrastei meu irmão comigo e paguei por isso. Mataram ele depois que fez 18. E em seguida minha coroa também meteu o pé desse mundo. Foi muito sofrimento, tenho fé que eles tão em um lugar melhor agora. O filho da p**a que doou o espermatozoide, sumiu no mundo e nessa época eu tinha 5 anos. Meu irmão só tinha 3, de colo ainda. A coroa passou uma barra do c*****o, foi fodido demais. Mas foi melhor do que ela viver apanhando daquele arrombado. Depois da morte dela, eu já tinha caído na cadeia umas sete vezes. E aí, foi só ladeira abaixo. De sete foi pra maia de vinte passagens. Fugi a maioria das vezes e paguei em dobro por isso. Do tempo que era pra mim ficar preso, só foi triplicando e hoje essa porra tá em mais de 60 anos. Chuto uns 80 de uma vez, mas vou pagar só 20 . Toda vez é isso e mais que isso não dá. Difícil mesmo era arrumar um advogado bom. Esses tempo que arrumei essa madame aí. Terror: Licença patrão. A criança da dona aí acordou e não para de chorar. - chegou interrompendo com uma cria no colo. Tenho logo pavor de criança, bobagem essa parada de ter filho. É só pra arrumar caô. 157: Pega essa criança aí c*****o, não tô com cabeça pra ficar ouvindo choro não p***a. A dona levantou arrumando a saia e pegou a menina. Dei sinal pro Terror e ele meteu o pé, alguém tem que ficar na segurança dessa p***a. E de confiança só ele. Letícia: Pode pegar na bolsa, uma fraldinha. - pediu e eu fui pegar. Meti a mão na bolsa e peguei o pano pra ela. 157: Faz essa p***a parar de chorar logo, tô sem paciência já. - Ela nem falou nada. Sentou no sofá e do nada tirou o peito pra fora da blusa, c*****o. Colocou a menina pra mamar e pediu o pano. 247 Entreguei e me afastei. Letícia: Já terminamos? - neguei, vai ficar aqui. - Tem pelo menos algum canto que dê pra colocar ela? Ela disse balançando a menina. 157: Tem não doutora, vê com o mano Terror se tem algum bagulho pra bebê aí. - Ela levantou e veio vindo pro meu lado. Letícia: Então segura ela aqui, prometo que é rápido. Se ela chorar é só balançar ela. Veio botando a cria nos meus braços e foi saindo. Mermão, eu não sei nem segurar criança. Primeira vez que pego uma. Puta que pariu. 157: p***a, p***a. Para quieta ou tu vai cair. - fiquei logo parado. Se eu der um passo cai eu e a menina, vai se f***r. Do nada ela começou a resmungar um monte de coisa, não parou de falar um minuto. 157: E é macumba isso aí? - a criança começou a rir, fiquei cabreiro. - Ih ala, para de rir praga. E a b***a só rindo, entendi p***a nenhuma. 157: Ram, vai rindo da cara de vagabundo. Vai perder o cabelo que nem tem ainda. - falei puto mermo. Criança otária. E aí ela riu mais, não parava de gargalhar e se balançar. 157: Tu vai cair p***a, eu vou te derrubar. - chacoalhei ela devagar e ela riu outra vez. Que p***a é essa?! . . .
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