Letícia narrando
A maioria das pessoas, quando me
conhecem tem uma visão totalmente
diferente do que realmente sou.
Não sou nenhumna filinha de papai.
Muito pelo contrário.
Meu pai era um cara legal, mnorreu tem
cinco anos de um infarto. Mas ele fazia
de tudo por mim.
Tudo que eu tenho é graças a elee
minha mãe.
Eles eram lindos juntos, juro!
A minha mãe morreu tem um ano.
Foi bem difícil pra mim sabe? Sempre
fomos bem unidas.
Eles eram bem liberais em relação à
mim e tudo mais.
Tanto que quando conhecio meu
marido, eles super apoiaram. O Maicon
era um fofo nessa época.
Hoje em dia ele tá diferente, afastado.
Só tenho à ele e minha filha, mais
ninguém.
A falta que meus pais fazem é imensa.
Tanta saudade deles.
O que me restaé contar com a Mari,
ai essa garota salva a minha vida.
Literalmente.
Graças a ela, tenho uma boa desculpa
para usar com o Maicon e a mãe dela,
acabou ficando com a Helo pra mim.
Só por isso vim me divertir um pouco.
Até gostei das pessoas daqui.
A Mariana maluca, tá quase fodendo
Com o segurança do 157, aquele cara
daquele dia.
Chega à ser engraçado.
Letícia: Dá um toque n0 seu amigo por
favor? Minha amiga vai virar chacota,
eles tão quase fodendo aqui. - ri
encarando o 157.
Ele me olhou por um tempo e fez um
sinal pro Terror. Fiquei até aliviada.
157: Tu gosta mesmo dela né pô.
Se conhecem à muito tempo? - me
perguntou.
Letícia: Ah, tem uns sete anos. Pelo
meu marido, ele era amigo de um
amigo dela. A gente se conheceu e
estamos amigas até hoje. - apoiei
minha cabeça na minha mão.
157: Puts, doutora. O que seu marido
iria achar da madame aqui, vestida
desse jeito e de papo com um cliente? -
ele sorriu debochado.
Chatinho e chatinho.
Letícia:0 meu, marido, não sabe e não
vai saber que eu estive aqui. - pisquei
pra ele. -E você, é casado? Tem filhos?
Ele me olhou de um jeito tão.. sei lá.
Mas eu até que gosto..
Ele se encostou na cadeira e levou
a mão até minha coxa, enquanto
disfarçava conversando com o Terror.
157: Então não estou te incomodando?
Coé doutora, tô impressionado pô. - riu
apertando minha coxa.
Letícia: Te impressiona uma mulher,
agir como alguns homens? - passei
minhas unhas devagar pelo braço dele.
Eu tô amando esse papo com ele,
principalmente provocar ele. O 157 é
um cara frio, difícil de lidar..
E eu acho, que quase tenho ele na
palma da minha mão.
157: Não foi isso que eu disse pô, mas
me surpreende uma mulher casada
e mãe, dando idéia em um bandido,
assassino e foragido. Ainda mais sendo
uma advogada. - ele disse com um
Sorriso de lado sem mostrar os dentes.
Leticia: Eu sou uma mulher
desimpedida, casada e cansada de
um marido inútil que conseguiu me
engravidar e nunca, mne fez gozar. E
olha que nos conhecemos à mais de
sete anos. - passei a língua entre meus
lábios.
O olhar dele era de umn leve espanto e
curiosidade.
157: Um passeio de iate? Sem ninguém
por perto. - sorri pra ele que levantou e
pediu pra mim encontrar ele na rua
baixo. . . .