Capítulo Quatro.

1459 Words
O restante de domingo não fiz mais nada o dia inteiro, fiquei no quarto vendo Friends na televisão. Luiza não tinha me enviado nenhuma mensagem e eu nem fui atrás também. Segunda-feira acordei bem cedo porque começava minhas aulas. Coloquei uma calça preta colada e o uniforme, fiz tudo que tinha que fazer e desci com a mochila. Só estava o Lipe comendo e mexendo no seu celular. — Bom dia. Todos já saíram? — Perguntei, pegando o suco pra beber e sentando de frente para ele. — Bom dia. Sim, come logo se não vamos chegar atrasados. Comi alguns biscoitos e subi de novo indo pro quarto. Escovei os dentes, penteei meus cabelos e passei mais perfume. Peguei minha mochila e sai com o Lipe pro colégio. Como ele tem carro, íamos rapidinho. E era isso que eu queria, porque ninguém falava nada e estava um clima muito chato. Ele estacionou o carro e sai logo, sem me despedir. — Fala f**a — Falei assim que cheguei perto da Luiza e bati em sua cabeça, que logo me abraçou me dando um t**a. — Oi gostosa, tudo bom? — Tudo e você? Você sumiu ontem — Falei. — Tudo, tive que ir pra casa da minha avó na fazenda e cheguei tarde. — Ata, me conte as novidades? Sentamos e ficamos falando das nossas novidade, até falei que não estava tão bem com Felipe. E falando nele, tinha acabado de passar com a Vanessa beijando seu pescoço e ele apertando a cintura dela. E seu amigo Lucas agarrado em uma morena e ele passou olhando pra Luiza. — O que está acontecendo entre vocês dois? — Nada amiga, ele é um o****o que se acha. Deixa ele pra lá. Levantamos e acabamos batendo em um garoto e a Luiza já abriu um sorrisão. — Desculpa meninas, machuquei vocês? — O menino perguntou dando um sorriso, perfeito. — Não, né amiga? Você é novo? — Luiza perguntou, revirei meus olhos. — Sim, me chamo Caio e vocês? — Luiza e Manuela — Luiza como sempre não deixou falar. Dei um sorriso. E logo apareceu um amigo dele, super lindo que ficou me encarando. — Coé mano, o que esta pegando? — Nada, só conheci essas minas. Esse é o Vinicius, e essas são Luiza e Manuela. — Ele nos apresentou e começamos a conversa. Eles são da sala do curso do meu irmão, mas íamos passar o intervalo juntos. Entrei na sala e a Luiza dizia que queria ficar com o Caio e eu poderia ficar com o amigo dele. A aula toda eu viajei pelo os meus pensamentos. Queria voltar a ficar de bem com o Lipe, até porque querendo ou não, moramos juntos. Faltavam alguns minutos pro intervalo e pedi licença pra professora para ir beber água. Sai e fui andando, até que vi o Lipe saindo do banheiro. — Ei Felipe, podemos conversa? — Perguntei, segurando seu braço. — Conversa o que cara? — Não quero ficar assim contigo, poxa. — Estamos bem, ok? Não fica pensando besteira. — Não estamos, você... — Ei amor, você demorou e vim atrás de você, vamos? — Virei pra ver quem me interrompeu e era a Dri. Virei e ela parece que engoliu seco. — Oi Adriana, estou conversando com meu irmão, posso? — Perguntei séria, encarando aquela nojenta na minha frente. Eu não ia com a cara dela, principalmente esse jeitinho doce dela. — É... Claro, você sabe aonde me procurar né? Tchau. — Ela saiu andando em direção à biblioteca. — Por que você faz isso com a Dri? Que saco essa sua implicância. — O que eu fiz? Apenas falei que estava conversando contigo, m***a. — E precisava falar daquele jeito? — Felipe, quero conversa contigo e não sobre ela. — Não temos nada pra conversa, estamos de bem, ok? Ele me deu um beijo na testa e saiu. Luiza apareceu com os garotos, e me puxou. Sentamos no canto e na nossa frente estava meu irmão, e seus amigos zoando todos por aí. Vinicius ficou alisando minha mão. Luiza saiu com o Caio, me deixando sozinha com o Vinicius. — Você é linda, sabia? — Obrigada, você também é lindo Vini. — Dei um sorriso de lado. — Eu não vou enrolar ok? Mas eu me interessei por você e queria saber se você quer ficar comigo? — Eu também achei você interessante, ficaria sim com você Vini. — Ah é? Fico feliz em saber então. Ele virou devagar meu rosto, e olhou minha boca. Acabei olhando sua boca e fomos chegando perto. Começamos com selinho e logo estávamos se beijando. Era um beijo bom, sua língua explorava cada cantinho da minha boca, e era muito bom. Só que eu não sentia nada, como sinto com o Lipe, mesmo ter só encostado nossas bocas. Porque estou pensando nesse i****a? Passei a mão pelo seu cabelo, e quando fui dar um selinho nele, alguém puxou ele com força, nos fazendo desgrudar. Lipe estava parado com uma cara de raiva e deu um soco no nariz do Vinicius. Eles começaram a brigar na minha frente e ninguém fazia nada. — p***a, ALGUÉM FAZ ALGUMA COISA, FELIPE LARGA O VINICIUS. — Falei gritando e os inspetores apareceram, separando os dois. Eles levaram o Felipe e o Vinicius pra direção e eu fui correndo pra minha sala. Juntei meu material e fui até a saída, dizendo que não estava bem, como eles me conheciam, liberou minha passagem. Eu não queria ficar e descobrir o que ia acontecer, estava morrendo de vergonha disso tudo. Felipe não podia ter feito isso. Em vinte minutos cheguei em casa e fui pro quarto, me jogando na cama e fechando meus olhos. — O QUE FOI AQUELE BEIJO? HEIN MANUELA? — Lipe entrou no quarto igual um maluco gritando e me dando um susto. — Você nunca ficou com ninguém não? Então, eu também fico com garotos! — Cínica, nem conhece o menino e já estava lá agarrando ele. — Precisa conhecer para beijar? — Óbvio Manuela. — Qual era o nome da menina ruiva que você ficou na festa? E depois de vim pra casa quem você ficou? — Perguntei dando um sorriso falso pra ele, que respirou fundo. Tinha colocado ele contra a parede, e se ferrou! Levantei da cama, indo até meu armário pra trocar de roupa. Lipe veio andando em minha direção, e me encostou na parede. Ele me olhou nos olhos e encostou nossas testas. — Não quero você com outros. Me desculpa por isso. — Ele sussurrou, passando a mão em minha cintura por baixo da blusa. — Você não tem que querer nada Felipe e me solta. — Eu só estou querendo uma coisa. — Ele disse me olhando nos olhos, e meu coração acelerou. — Para ta? Sábado aconteceu isso e ficamos assim, dois estranhos. — Falei abaixando minha cabeça. — Desculpa, eu não queria te tratar assim... Você é tudo pra mim, sabe disso né? — Ele disse alisando meu rosto dei um sorriso de lado. Ele colou mais nossos corpos. — Acho que tenho que morar na China e você aqui, por que toda vez que estou perto de você tenho vontade de muitas coisas. — Dei uma risada e ele foi beijar meu pescoço, me deixando arrepiada. — Por que bateu no Vinicius? — Por que eu não quero você com ele, não quero Manuela! — Você está com ciúmes Lipe? — Eu disse sorrindo e apertando sua bochecha. — Que fofo com ciúmes. — Para, não estou com nada! Fiquei implicando com ele o tempo todo ali enquanto estávamos encostados na parede. Ele me abraçou enfiando o rosto no meu pescoço, e me beijando. — Lipe? — chamei puxando seu cabelo. — Oi amor. — Me beija Lipe? Ele se afastou e me olhou nos olhos, sorriu de lado e olhou minha boca. — Tem certeza disso? Manu, a gente não tem o mesmo sangue, mas crescemos juntos… — Eu sei disso tudo, mas eu não aguento mais resistir. Você não sente isso também? — Sim Manu. — Ele respirou fundo e me encarou. — O que estamos fazendo? — A gente já resistiu demais, não é algo passageiro. Você sabe disso. — Eu sei. Você é minha ruína sabia garota? Eu sorri e passei os meus braços pelo o ombro dele, aproximei nossos rostos e encostei meu nariz no dele. Fechei os olhos sentindo sua respiração perto da minha boca. — Temos que guardar segredo sobre isso. — De mim não sai nada, eu não quero causar problemas pra você com a mamãe. — Não pensa nela agora. — Sentir seus dedos alisando minha bochecha. — Só pensa em nós dois.
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