Depois que fui almoçar fora com meus pais, fiquei a tarde toda jogada na cama, sem nem o que fazer. Lipe saiu e voltou duas horas depois, mas foi para o seu quarto e eu nem levantei pra ir nele. Luiza me ligou para me lembrar do lual, como se eu fosse esquecer. Falando em Luiza, ela é minha melhor amiga, quase uma irmã, pois a conheço desde primeira série no colégio. Nós duas entramos juntas no colégio, e ela simpática veio brincar comigo, e desde então não se separamos mais. E tem a Fabi, mas eu sei que ela só fica perto de mim por que tem uma paixão pelo meu irmão. Eu não ligo, até um dia eu mandar ela á m***a. Pois o que eu não gosto é de gente interesseira perto de mim.
Peguei um short curtinho e uma blusa. Bem simples, mas que ficou perfeito em mim. Fiz uma leve maquiagem e coloquei uma rasteirinha. Tirei uma foto e postei nas minhas redes sociais.
— Opa, vim conferir se era aquela menina mesmo na foto — Lipe disse entrando em meu quarto e fechando a porta. Dei um sorriso e dei uma voltinha.
— Você ta linda hein. — Ele disse.
Veio em minha direção e me abraçou forte. Retribui e ficamos um tempo assim, só curtindo o abraço. Deitei minha cabeça em seu ombro e sentir seu perfume, era muito bom mesmo. Ele segurou em minha cintura e fomos se afastando devagar e o rosto quase colado um no outro. Eu estava desejando ele, e isso não é certo. Ele olhou em meus olhos e olhou minha boca, e eu a mesma coisa. Ele se aproximou, mas parou.
— Desculpa. — Ele disse, ainda colado em mim.
— Tudo bem, você ta pronto? — Perguntei e observei seus lábios se movimentando pra falar. Aquela boca era perfeita, e eu queria beijá-lo. Mas não era certo, mas e se fosse um selinho? Acho que não tem nada demais.
— Sim, eu vim aqui pra te chamar — Ele sussurrou. — Mas, você... ta linda. — Disse gaguejando, sentir minha bochecha ficar vermelha.
— Você também está lindo, perfeito. — Falei dando um sorriso de lado. Fui dar um beijo em sua bochecha, mas ele acabou virando o rosto e me afastei assustada.
— To com vontade de beijar você, mas é errado e eu nunca tive essa vontade enorme como estou agora. O que vamos fazer Manu? — Ele disse, me dando beijos no pescoço, grudei meu corpo no seu e sentir seu volume no meio das minhas pernas. Ele segurou forte em meus cabelos e ficou me beijando no pescoço e mordendo minha orelha.
— Lipe, não podemos. É errado, mesmo... — Acabei soltando um gemido depois que ele me encostou na parede e me deu chupão. Fiquei puxando devagar seus cabelos e beijando seu pescoço. Nossas respirações estavam ofegantes. Estávamos fazendo coisa errada, mesmo não sendo irmãos de sangue, ele foi criado assim. Mas como parar com isso quando seu coração diz uma coisa e sua razão outra? E eu sentia meu sangue circular quente, assim como eu sentia seus beijos e sua mão me apertando.
— Lipe, melhor pararmos, antes que percamos o controle. — Falei tentando me soltar e ele só me agarrou mais.
— Desculpa Manu, você ta... — Ele ia continuar a falar, mas coloquei um dedo no seu lábio, impedindo dele falar.
— Tudo bem, fica só entre nós, ok? Vamos fingir que nada disso aconteceu...
Ele concordou e saiu de perto falando que ia pegar as coisas dele pra irmos. Respirei fundo e mandei mensagem pra Lu dizendo que estava saindo e ela disse que me esperava perto de lá. Peguei minhas coisas e sai do quarto. Meus pais tinham saído, então não me despedi de ninguém. Entrei no carro do Lipe e fomos em silêncio até lá.
Encontrei Luiza perto de um bar e todos os homens que estavam ali ficava mexendo com ela. Ela às vezes dava um riso não se aguentando de tão engraçado era aquilo tudo, e ela adorava isso. Lipe encontrou com seus amigos e ficou conversando com eles.
— Você demorou viu? — Luiza disse sorrindo.
— Desculpa, mas aconteceu algo e não sei como falar.
— Você ficou com seu irmão? — Ela disse e eu me virei rapidamente pra olha-a. Fiz uma cara de espanto e ela deu um sorriso.
— O que tu disse?
— É, o pescoço do seu irmão esta todo arranhado e você esta vermelha desde que chegou. — Ela disse rindo da minha cara. Dei um t**a em seu braço.
— Para ta? Não fiquei com ele, nem teve selinho.
— Ué, e o que vocês fizeram então?
— Ele me abraçou, me encostou na parede, me beijava, mordia, e me encostou lá... Sabe?
— Amiga, você sabe que vocês não são irmãos mesmo né? Então não vejo problema nisso.
— Eu sei disso, mas não é certo também. Fomos criados juntos como irmão. Ai meu deus, o que eu fiz?
— Você fez algo no calor do momento, você queria e estava bom, você ta com um chupão no pescoço.
— Eu sei, esqueci de tampar.
Ela indicou com a cabeça e eu virei vendo os amigos do meu irmão chegar perto de nós. Cumprimentei todos e ficamos ali conversando. Logo chegou a Vanessa e suas amigas, e a Fabi que fazia de tudo (junto com a Vanessa) para chamar atenção do Lipe.
— Boa noiteee! Quem hoje vai querer começar a cantar? Hein? — O organizador do lual falou no microfone e todos se olharam.
— O FELIPE AQUI — Bruno gritou indicando meu irmão para cantar, ele deu um t**a no mesmo e todos colocaram pilha. Meu irmão sabe tocar violão e tem uma voz maravilhosa. No final, acabou concordando e fizemos uma roda. Fiquei quase de frente pra ele e ele começo a cantar e tocar no violão.
— As vezes não consigo esquecer, daquele nosso amor, momentos tão incríveis com você, que o tempo não apagou. É como num romance de cinema, minha paixão você chegou, o seu olhar pra mim é um poema, minha canção de amor, não sei por que essa saudade só faz me maltratar.Será que um dia nos meus sonhos, você vem me acordar? — Todos batiam palmas e ele cantava com os olhos fechados, perfeito.
— O seu amor pra mim é tudo, e eu não vou te perder eu juro, preciso tanto dos seus beijos, menina eu to querendo te encontrar...
Ele foi terminando de cantar e me olhou nos olhos, dei um sorriso de lado, disfarçando aquele clima entre nós dois. É, ta difícil de resistir.