Thiago segurou no braço de Clarice impedindo que ela saísse. Ela se virou olhando para ele que disse:
- Espera! ( disse ele ainda segurando o braço dela )
- Sim? ( ela respondeu super nervosa)
Aquele simples toque fez seu coração disparar assim como no dia em que ele a segurou em seus braços impedindo a sua queda.
- Não é nada. Esquece! ( respondeu ele confuso com sua própria atitude)
- Até amanhã, senhor.
- Quer eu chame um táxi? ( ele perguntou)
- Tá tudo bem. Senhor, obrigada pela gentileza.
Ela saiu rapidamente, não tinha dinheiro suficiente para um táxi. Se ela pegasse um táxi, certamente não teria mais dinheiro para voltar ao trabalho pelos próximos dias .
Ao chegar em casa ela se deparou com o Ryan sentado na sala pensativo. Clarice perguntou pela Joana e e pelo José mas eles não estavam em casa. Tudo que ela desejava era conversar com ambos e esquecer desse primeiro dia tão cheio de surpresas.
- Foram visitar uma tia minha que está muito doente. ( disse o Ryan) Preparei o jantar para nós dois, estava te esperando.
Ela olhou para mesa que já estava posta, foi ao banheiro lavar as mãos e se sentou.
- Como foi seu dia? ( Ryan falou enquanto colocava o macarrão no prato da Clarice)
- Foi tudo bem. E o seu ?
- Um pouco chato. Eu e a Marina brigamos novamente ela é muito ciumenta. Não dá mais para ficarmos juntos ela implica com tudo e todos.
- Entendo, Ryan.
- Você parece um pouco triste. ( disse ele ao analisar o rosto da Clarice)
O desânimo e o cansaço e a tristeza estavam notórios em seu rosto.
- Perdi a única lembrança que tenho da minha mãe. Inclusive já vou para meu quarto. Vou procurar até encontrar. ( ela falou se levantando da cadeira, ainda deixando um pouco de macarrão no prato)
- Separei um filme para assistirmos. Achei que...
- Deixa para próxima. Obrigada pelo jantar.
Clarice entrou no banheiro tomou um banho rápido e se dirigiu até seu quarto procurando em cada cantinho dele a única lembrança que tinha da sua mãe.
Ela passou a noite procurando mas não teve sucesso. Entristecida, começou a escrever em seu diário sobre seu dia.
Estou aqui de novo, querido diário.
Não posso expressar com palavras a minha tristeza por ter perdido o broche da minha mãe. Com ele eu sentia minha mãe o tempo todo comigo.
Hoje tive uma grande surpresa ao conhecer meu chefe. É aquele homem que encontrei no elevador. Para minha sorte ele não me reconheceu. Ele é muito bonito, mas um pouco mau humorado, diria até que ele é bipolar. Hora muito gentil e hora rabugento. Acho que terei de me adaptar a isso.
Era muito tarde quando ela percebeu que não encontraria seu bem mais precioso. Deitou mais não conseguia pegar no sono, então ela ficou lá esperando as horas passarem.
........NO APARTAMENTO DO THIAGO.......
Thiago estava em sua cama com o broche da Clarice em sua mão. Ele lembrava do seu dia e de como seu coração acelerou ao ver a Clarice novamente em sua frente, mas logo ficou irritado quando percebeu que ela não lembrava dele.
As mulheres sempre tentavam chamar a atenção do Thiago, sempre ligavam no dia seguinte o procurando novamente. Sua beleza nunca o deixava despercebido. Ele não compreendia o porquê a Clarice era a única mulher que parecia indiferente a ele, que se quer lembrava dele.
Será que ela chegou bem em casa ? Já era muito tarde para aquela garota boba e desligada ficar andando na rua sozinha. Eu fui muito burro deveria ter oferecido uma carona.
Pensava ele enquanto segurava o broche em sua mão. Naquela noite ele não dormiu estava um pouco preocupado. Se ao menos tivesse o número do celular dela inventaria uma desculpa para ligar.
Na manhã seguinte ele levantou bem cedo e se arrumou indo direto para o escritório, queria ter notícias dela o mais rápido possível.
Ao chegar na empresa percebeu que ela não havia chegado ela estava atrasada e ele pensou que alguma coisa r**m poderia ter acontecido.
Foi no RH e descobriu que na fixa dela não havia um contato. O diretor do departamento informou que ela não tinha um celular por isso não constava na fixa.
Seu coração se apertou, sentiu uma angústia, se algo acontecesse seria tudo por sua culpa. Ele estava em um dilema enquanto andava até a saída da empresa. Ele não entendia o porquê desses sentimentos já que ela não era nada para ele. Era apenas sua assistente.
Andando de cabeça baixa ele não viu a mulher que estava caminhando apressadamente em sua frente e esbarrou nela a fazendo cair.