A luz cinza da manhã atravessava as frestas da cortina,o som da chuva havia cessado, mas o silêncio agora parecia mais pesado que antes,Maria abriu os olhos devagar e o peso da realidade caiu sobre o peito como uma pedra. Por alguns segundos, ficou imóvel, observando o teto branco, tentando entender como havia permitido que tudo acontecesse.o ar ainda guardava o cheiro de s**o,um misto de perfume e lembrança,por um instante, ela quase sorriu,mas então a realidade voltou a cair sobre ela como um golpe,ela se ergueu, o corpo coberto apenas por um lençol, e o peso da culpa veio junto com o frio da manhã,as imagens da noite anterior vinham em flashes: o toque, o olhar, o impulso... e depois o vazio. “Meu Deus... o que eu fiz?”, murmurou, a voz rouca.Guilherme ao seu lado ainda dormia, o rost

