Aos nove anos, Eros Mallardo Herrera já era mais disciplinado do que muitos homens feitos. Sua rotina semanal começava antes mesmo do sol nascer: Segunda e quarta: aulas de matemática avançada e administração, supervisionadas por Milena. Terça e quinta: idiomas — italiano, espanhol e inglês. Todos os dias: treinamento físico, defesa pessoal, controle de respiração e táticas básicas de corpo. A sala de treino daquela manhã ecoava com o som dos passos calculados de Eros, que repetia um movimento de esquiva enquanto o instrutor corrigia sua postura. Milena, braços cruzados, observava com olhar técnico — e maternal. — Mais leve na base, Eros. Você tem força, mas precisa canalizar no tempo certo. — disse, aproximando-se para ajustar a posição dos braços dele. Eros respirou fundo, concen

