Letícia observava Renata, que mexia o café sem realmente prestar atenção. Os olhos dela estavam longe, perdidos em lembranças que pareciam queimar por dentro. — Você tá estranha, Rê… — disse Letícia, com voz baixa. — Desde do que aconteceu entre você e o Guilherme aqui, parece… outra. Renata deu um leve sorriso, mas era um sorriso cansado. — É que… tem coisas que a gente vive e que não dá pra esquecer, Lê. Ela parou, respirou fundo, como se decidisse se falaria ou não. — Eu tentei apagar ele da minha cabeça, juro… mas o Guilherme... ele foi diferente de tudo que já vivi. Letícia arqueou as sobrancelhas, surpresa. — Como assim amiga…? Renata assentiu, o olhar se tornando distante de novo. — Eu sei que ele tem esse jeito frio, calculado… mas quando ele te toca… parece que o mundo int

