A noite havia engolido a cidade, e o som da garoa fina começava a bater contra o vidro do carro de Guilherme. Ele dirigia sem rumo. As luzes dos faróis se misturavam às gotas, criando reflexos distorcidos como se o mundo lá fora refletisse o caos dentro dele,a imagem de Maria o perseguia como um fantasma,o olhar dela,a forma como o bebê o observava. O sorriso pequeno aquele sorriso que ele sentiu no peito, como se algo nele reconhecesse aquele menino. “Por que ela reagiu assim? Por que aquele olhar parecia tanto com… culpa?” Ele encostou o carro. Ficou ali, as mãos firmes no volante, tentando se convencer de que estava tudo em sua cabeça. Mas não estava,ele sentia,havia algo mais profundo uma conexão invisível, impossível de explicar. — m***a… — murmurou, passando as mãos no rosto,

