Surpresa

1058 Words
Algo poe em risco o poder da Soberana (Milena mãe de Maria) isso faz com que a Soberana faça toque de recolher na comunidade,o toque de recolher já durava semanas. A Soberana tinha reforçado a segurança, multiplicado vigias, e cada beco parecia carregar o peso da tensão. Mas Maria, cada vez mais inquieta, sentia que estava sufocando, Maria na sua fase mais rebelde,resolve fugir na calada da noite,para se encontrar com leticia e sair da cominudade,porem justo nesse nomento,acontece uma invasão que a Soberana ja esperava,ela so não contava com a filha la fora. Naquela noite abafada, enquanto a comunidade parecia adormecer sob o silêncio forçado, Maria decidiu que não aguentava mais. Mandou uma mensagem rápida para Letícia, combinando um encontro escondido. Vestiu um short jeans, um top simples e colocou um moletom por cima, tentando parecer discreta. O coração batia forte, mas o desejo de liberdade falava mais alto. Saiu pela lateral da casa, sem fazer barulho, enganando os seguranças que rodavam em frente. O beco estava escuro, o silêncio cortado apenas pelo som distante de cachorros e passos apressados. Maria se apressava, quando, de repente, o estourar dos fogos ecoou pelo morro. Não eram brincadeira de criança: era sinal de invasão. O caos se instalou num piscar de olhos. Rajadas de tiros se misturaram aos gritos de moradores correndo para dentro de casa. Maria, assustada, tentou voltar, mas o caminho já estava tomado. e em meio a correria dos soldados da Soberana la estava maria,correndo e se escondendo entre os becos e vielas, o corpo tremendo, os olhos marejados de medo. — m***a… — sussurrou, tentando achar uma saída. No desespero, esbarrou de frente com um homem. Ele era alto, forte, os músculos marcados sob a camisa escura. O impacto a jogou alguns passos para trás. Antes que ela pudesse gritar, a mão dele cobriu sua boca. Maria tentou se soltar, o coração disparado. Foi empurrada para dentro de um barraco abandonado, a porta batendo atrás deles. O homem a manteve contra a parede, abafando qualquer som. Maria reuniu forças e deu uma cotovelada certeira na barriga dele. Aproveitou o espaço para tentar correr, mas então ouviu a voz dele: — Espera, Maria! Ela congelou. Conhecia aquela voz. O peito disparou por outro motivo agora. Lentamente, virou-se, o olhar arregalado. —Guilherme? — a voz saiu trêmula, quase um sussurro. Ele estava ali, diante dela. Mais alto do que lembrava, os traços mais marcados, a pele morena brilhando de suor, os olhos castanhos claros fixos nela, sérios e cheios de mistério. — É… sou eu — respondeu, ofegante, passando a mão pelo cabelo levemente molhado de suor. — Fica quieta, pelo amor de Deus. Eles não podem te ver aqui. Maria m*l acreditava. Três anos de ausência, três anos de lembranças e perguntas sem respostas… e agora ele estava diante dela, no meio de uma invasão, como se tivesse sido arrancado diretamente de suas memórias. O corpo dela tremia, mas não era só medo. Era a mesma sensação de antes aquela mistura de adrenalina, desejo e confusão que Guilherme sempre provocava. Ele se aproximou devagar, abaixando o tom de voz: — Você não podia estar aqui fora, Maria. É perigoso demais. — Eu… eu não sabia. Só queria… só queria sair um pouco. — as palavras dela se atropelavam, enquanto os olhos buscavam o dele. Por um segundo, o mundo pareceu suspenso: só os dois no silêncio do barraco, os tiros abafados lá fora, e a respiração acelerada preenchendo o espaço entre eles,Maria espantado com a volta de guilherme ,ele preocupado,olhando pelas frestas,da porta do barraco,enquanto ela o encara,ainda sem acreditar no que os olhos veem,ela puxa ele o fazendo olhar para ela,ele tentava a todo custo cortar o contato visual,mais Maria insistia,ele a puxou para longe da porta,a colocou na parede a segurando firme pelos braços,então tirou um redio do bolso, apertou o botão e então falou, — Achei ela patroa! — Maria ainda olhava pra ele incredula com aquilo,alem de ficar sumido todo esse tempo agora guilherme trabalhava para mae dela.O coração de Maria batia descompassado, tão alto que ela tinha certeza de que ele podia ouvir. O toque firme de Guilherme em seus braços a mantinha presa contra a parede fria do barraco, e o contraste entre a força dele e a confusão dela a deixava sem reação. — Como assim… patroa? — a voz dela saiu trêmula, quase um sussurro, mas carregada de incredulidade. — Você tá trabalhando pra minha mãe? Guilherme não respondeu de imediato. Os olhos escuros e intensos percorriam as frestas da porta, atentos a qualquer movimento lá fora. Ele parecia mais preocupado com a invasão do que com o turbilhão de emoções que Maria despejava sobre ele. Maria, no entanto, não aceitava ser ignorada — Me olha, Guilherme! Eu preciso saber… onde você esteve? Por que sumiu de mim desse jeito? Ele respirou fundo, pesado, como se lutasse contra um peso invisível. Por um instante, seus olhos encontraram os dela, e Maria viu ali tudo o que lembrava: o mistério, a intensidade, e aquele sentimento que nunca conseguiu apagar. Mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, Guilherme estourou, a voz ecoando pelo pequeno espaço: — Não, Maria! — gritou, forte demais, como se tentasse silenciar tanto os pensamentos dela quanto os dele. O impacto da voz dele fez Maria estremecer. Mas, em vez de recuar, ela se aproximou ainda mais, colando o corpo no dele, desafiadora. — Você pode enganar a minha mãe, pode enganar o morro inteiro, mas não adianta levantar a voz pra mim. — disse firme, a respiração acelerada. — Eu sei que tem algo Por um segundo, Guilherme vacilou. O rádio ainda chiava em sua mão, a confirmação já enviada para Milena. Mas agora, preso entre o dever e a presença intensa de Maria, ele parecia dividido. O olhar dele percorreu o rosto dela, parando na boca, como se lutasse contra um desejo que ainda queimava ali, latente, mesmo depois de três anos. Maria sentia. O espaço entre eles parecia carregar eletricidade, uma mistura de medo, raiva e saudade. — Guilherme… — ela sussurrou, a voz embargada, mas firme o bastante para arrancar dele uma reação. Ele cerrou os dentes, virou o rosto, mas não conseguiu se afastar. Ainda a segurava pelos braços, como se largá-la fosse um risco maior do que mantê-la ali.
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