O Destino Bate à Porta

707 Words

Já passava das oito da noite. O cheiro de vinho e velas se misturava ao perfume dela doce, provocante, viciante. Linda e Guilherme tinham percorrido cada canto daquela casa como dois corpos famintos, entregues a algo que não conseguiam mais conter. Entre beijos e risadas, o desejo havia se transformado em algo mais profundo, quase terno. Agora, sentados à mesa, terminavam o jantar que ele mesmo preparara — massa simples, azeite, alho, e o toque de quem cozinha com o coração. Ela o observava enquanto ele falava sobre Barcelona, o olhar dela era puro encanto. — Faz tempo que ninguém cozinha pra mim — disse ele, sorrindo. — Faz tempo que eu não cozinho pra ninguém — ele respondeu, sem perceber o quanto aquela frase dizia sobre os dois. Depois do jantar, vieram o filme, a pipoca, a pi

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