Sangue contra Sangue

1102 Words

O som da porta batendo ainda ecoava no escritório. Guilherme continuava parado, os olhos fixos onde Maria estivera segundos antes, o coração em um caos de lembranças e culpa. Solange voltou a se sentar, cruzando as pernas com calma, enquanto pegava a taça de vinho que descansava sobre a mesa. O contraste entre o controle dela e a confusão dele era quase sufocante. — Você viu, não é? — disse ela, sem erguer o olhar. — A força que ela tem… igual ao pai. Guilherme respirou fundo, tentando conter a raiva. — Ela não quer saber de nada disso. E o que a senhora fez hoje… só piorou tudo. Solange ergueu o olhar, fria e calculista. — Eu fiz o necessário. — Se Maria quiser proteger o filho, vai precisar de mim. Do meu nome, da minha influência. Ela fez uma pausa e apoiou a taça na mesa. — O

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