O prédio da Dalledone Investimentos parecia ainda maior do que Maria ouviu dizer. O vidro espelhado refletia o céu nublado de Curitiba, como se o próprio tempo tivesse se curvado diante do que estava prestes a acontecer. O coração dela batia forte, mas seus passos eram firmes. A cada andar que o elevador subia, ela sentia o peso da história que carregava o sangue que tentaram apagar, mas que pulsava nela e em seu filho. Quando as portas se abriram, o som dos saltos de Maria ecoou no corredor silencioso até o escritório principal. Ela não precisou ser anunciada. Apenas empurrou a porta. O ambiente cheirava a poder. A sala ampla, com janelas do chão ao teto e uma vista privilegiada da cidade, exalava elegância e frieza. Atrás da mesa de madeira escura, Solange a observava, calma, com

