Charlotte e John chegam na entrada do shopping que cercava o restaurante e todos os seus outros amigos já estavam por lá, os dois que chegaram se reúnem com o restante e todos se cumprimentam na entrada.
— Alguém trouxe lanterna? Pergunta John
— Sim estão aqui. Carlton responde tirando-as de dentro de sua mochila e dando uma pra cada amigo.
Mayla coloca a lanterna de seu irmão Jason presa na cabeça do menino com um elástico amarelo que ele tinha, de maneira que a lanterna ilumina-se o local que ele estivesse olhando. Os amigos entram no shopping e Mayla, Jason admiravam todo o lugar enquanto caminhavam, de repente eles começaram a ouvir passos vindos de algum lugar do shopping e Charlotte já sabendo que se tratava do guarda noturno da noite anterior, a menina então diz pra Lamar para eles irem para o beco que estava a porta do restaurante que se esconderam na noite anterior, e assim eles fazem.
Já escondidos no beco onde está a porta para entrar no restaurante todos ouvem os passos muito mais alto, como se a pessoa estivesse chegando perto deles e, de repente os passos pararam e Lamar olha para frente e vê uma sombra e logo em seguida volta sua cabeça para dentro do beco, e nesse momento um feixe de luz passou por eles rapidamente, Charlotte e Lamar deduziram que essa luz que eles viram era da lanterna do guarda noturno que estava fazendo sua ronda, depois de alguns minutos a luz virou na direção oposta do lugar que eles estavam e foi se afastando dali.
Eles foram até a porta do restaurante e entraram, o clima ficava cada vez mais frio conforme eles adentravam o local, Mayla Lamar e Jason estavam impressionados vendo o lugar, Jason ainda mais pelo fato desta estar sendo a primeira vez que ele entra nesse lugar, eles vão passando pelos corredores até que chegam na sala de jantar os três que já estavam maravilhados com o que viam se impressionaram mais ainda, Jason ficou tão feliz que tentou subir em um dos cavalos do carrossel esperando que ele funciona-se e começa-se a girar, o que não aconteceu para a tristeza dele. Carlton leva leva Mayla para ver a sala dos fliperamas enquanto Lamar subiu no palco e parou de frente aos animatronics junto com Charlotte.
— Eu não acredito que isso está acontecendo. Disse Lamar.
Perto da escada que dava acesso ao palco Jéssica chamou seus amigos para ver o que ela havia encontrado ali, era uma porta secreta presa em uma madeira de parede, todos ficaram surpresos com o que encontraram por que quando eles frequentavam o restaurante a 10 anos atrás não perceberam que ela sempre esteve ali, Jéssica abre a porta sem muito esforço, era uma sala pequena, escura e cheia de equipamentos eletrônicos e a parede do lugar era preenchida de tvs, e nesta sala tinha também um degrau consideravelmente grande entre está sala e o palco. Cada tv tinha seus botões e alavancas e Jason que estava todo feliz e empolgado com tudo aquilo resolveu mexer em uma delas curioso para saber o que elas faziam, e assim que ele mexeu em uma das alavancas de uma das TVs a luz da sala de jantar acendeu como se o tempo não tivesse passado, era como se o restaurante não estivesse fechado por mais de 10 anos, os amigos ficaram se olhando cada um com um pequeno sorriso no rosto e tentando entender como isso aconteceu, a empolgação deles foi tão grande que tentaram ligar todas as TVs da sala e para a surpresa deles todas elas ligaram, a primeira tv mostrava o palco focando em Vector de uma maneira que os outros dois animatronics não pudessem ser vistos.
John ligou as outras TVs e então, eles e seus amigos se ligaram que essas TVs eram na verdade câmeras de segurança espalhadas por todo o restaurante, Mayla sai da sala e vai até o palco para ver se as câmeras estavam funcionando realmente em tempo real, ela então chega no palco e acena para câmera e seus amigos conseguem vê-la, provando que sim as câmeras estavam funcionando muito bem, todos ficaram admirados pensando como isso era possível, Lamar decidiu ver o que os outros botões faziam e aperta um deles, nesse momento eles escutam o grito de Mayla e preocupados eles correm até o local para ver o que havia acontecido, ao chegarem no palco eles vêem Mayla no chão sendo encarada por Vector, como se ele de repente fosse morder a menina.
— O que aconteceu? Pergunta Charlotte
— Ve-vector se mexeu sozinho, eu não sei o que aconteceu. Diz Mayla apontando para o animatronic assustada
— Ele deve ter se mexido quando você mexeu nos botões. Diz Jessyca olhando para John.
— Sim, deve ter sido isso. Responde John.
— Vem Mayla, vamos voltar para a sala. Diz Charlotte levantando sua amiga do chão.
Eles voltam para a sala das câmeras e Lamar aberta os botões novamente, e no monitor onde da para ver Vector e Rouge os amigos vêem eles se mexerem aleatoriamente enquanto Lamar apertava os botões, todos começaram a rir vendo aquilo e ficaram fazendo isso a algum tempo. Enquanto eles mexiam no painel eles perceberam que uma grande parte da sala de jantar estava escura, a maior fonte de luz estava no palco, nas luzes coloridas que ficavam acima dos animatronics e o chão estava coberto de glitter que vinha dos chapéus de festas que estavam caídos ali a 10 anos, de repente.
— Gente fiquem quietos, acho que ouvi alguma coisa. Diz Maya
Todos então se calam e ela continua.
— Estou ouvindo um som, parece ser uma caixinha de música de criança. Sussurra Maya em um tom que todos possam ouvir.
— Eu ouvi esse mesmo som na noite anterior. Responde John sussurrando
A música para de tocar após alguns segundos, Charlotte se perguntava o por que Tails era o único que não se mexia no palco.
— Não achamos os controles para mexer nele, achamos apenas de Vector e Rouge. Sussurra Carlton para a menina após ouvi-la falando consigo mesma.
Existiam só três câmeras no palco, uma para cada animatronic, mas não para toda sala de jantar, tinha uma na entrada da cozinha, não havia uma no corredor, e no palco menos que eles estiveram na noite anterior, e isso os fez acreditar que talvez existisse uma outra sala de controle em algum lugar do restaurante.
— Não estou ouvindo essa música que vocês. Diz Lamar para Mayla e John
Eles decidem então, que alguns deles iriam procurar essa outra sala de controle, os outros continuaram mexendo em Vector e Rouge, Charlotte ficou no meio da sala encarando Tails o único animatronic que permanecia imóvel, John vai até o lado dela.
— Vou contar até 100, se escondem. Diz John
Ela sorriu e entrou na brincadeira para aliviar a tensão, então Charlotte sai correndo para se esconder enquanto ele tapava os olhos e contava, Jason o irmão mais novo da Mayla mexeu tanto nos botões do Vector e da Rouge que de repente eles pararam de funcionar, Vector parou em uma posição que o rosto dele estava virado para a câmera, entediado ele correu para a sala dos fliperamas com nenhum deles funcionando mesmo estando conectados às tomadas, decidiu então olhar para alguns desenhos que algumas crianças tinham feito e estavam penduradas nas paredes, todos seguiam o mesmo padrão, desenhos de círculos e palitos, Vector e Rouge eram basicamente círculos com bico e orelha, Tails parecia ser o bem mais detalhado nos desenhos. Ele sempre era desenhado mais detalhado que os outros animatronics, um desses desenhos em particular chamou a atenção de Jason sem ele saber o motivo, esse desenho mostrava Vector abraçando uma criança, de repente John entra na sala procurando por Charlotte, Jason se distrai e olha para ele.
— Ela não está aqui. Diz Jason a John
John então sai da sala e continua a procurar sua amiga que se escondeu dele, quando Jason volta novamente sua atenção para o desenho, viu que a criança que abraçava o animatronic agora estava longe dele, o menino achou aquilo muito estranho, como esse desenho pode estar desse jeito se agora pouco estava de outro, ele pega o desenho da parede, dobra, coloca no bolso de sua jaqueta e sai do local.
Carlton, Jéssica, Lamar e Mayla foram até a sala onde estava o palco menor procurar a outra sala de controle, ao chegar lá a cortina do palco ainda estava fechada e observando o lugar olhando nas paredes, eles encontram uma outra porta escondida pintada de preto, a mesma cor da parede, Mayla tenta abri-la e de início não consegue, então Lamar e Carlton a ajudam a empurrar a porta, depois de bastante se esforçarem eles enfim conseguem abri-la e todos entram na sala. Ao entrarem eles se separam com mais TVs e controles, Carlton mexe nos botões, mas nota que apenas uma das câmeras está funcionando, era a câmera que mostrava o palco, e as outras cobriam as outras partes do restaurante, nesta sala Lamar encontrou um botão que não tinha na sala de controle anterior, ele então aperta esse botão e ao fazer isso o som ambiente do local foi ativado, os auto falantes do local estava funcionando mais só se ouvia ruídos e sons de estatística saindo deles.
Jéssica puxou a alavanca do som para cima e depois para baixo tentando dar um jeito de arrumar o ruídos, mas ela não obteve sucesso, o som do ruído e estática não parava, e de repente ela soltou a alavanca rapidamente e fez uma cara de quem havia levado um choque.
— O que aconteceu? Pergunta Carlton
— Acho que ouvi uma voz. Responde Jéssica.
Ela mexeu nas alavancas e nos botões novamente após se acalmar até ouvir o som anterior novamente e torná-lo audível, de repente enquanto mexiam nos controles para melhorar o som, eles começaram a ouvir uma voz distorcida e lenta resmungando palavras quebradas.
— São barulhos de estatística Jéssica, não tem porque ter medo. Diz Lamar a garota.
Lamar mexe novamente na alavanca, dessa vez a voz havia sumido e o barulho estático também, deixando o local em silêncio absoluto.
— Gente, é sério. Esse barulho que ouvimos parecia alguém cantando. Voltou a afirmar Carlton.
— Não era nada demais Carlton, acredita em mim, isso é tudo fruto de sua imaginação. Diz Lamar.
Charlotte estava no corredor entre a sala de jantar e o palco menor, ao olhar para trás a menina vê a sombra de seu amigo Jason que estava a sua procura, a garota então sobe no palco e entra nas cortinas que o cobriam para se esconder ficando ali até que seu amigo desistisse de procurá-la ou a encontra-se, lá dentro ela olha para o lado e vê uma figura bastante familiar, essa era a mesma figura de metal que quando Charlotte era criança ficava parada em um canto escuro com olhos prateados e com espasmos aleatórios, porém agora ele está completamente imóvel e seus olhos estão vazios, com uma camada de pelos vermelhos por cima e manchas de cola e óleo, para as pessoas comuns este é Fox, mais para Charlotte este é o pesadelo de sua infância. Em pânico, ela tenta sair correndo desesperada dali mais acaba ficando presa nas cortinas, enquanto tentava se libertar o braço do robô se levanta e seu gancho acaba arranhando o braço da garota, ainda mais assustada a garota cai para frente e consegue sair do palco, e ao sair ela encontra com John olhando para ela.
— O que aconteceu? Pergunta o garoto
Enquanto John fazia essa pergunta para Charlotte, o restante de seus amigos que viram o que aconteceu da sala de controle chegaram ao local para saberem o que aconteceu. Charlotte não conseguia responder de tão assustada que ela estava, Lamar olhando para ela notou que seu braço estava cortado um pouco acima do cotovelo e que esse ferimento estava sangrando muito.
— Desculpa Charlotte, eu estava mexendo nos botões na sala de controle, um deles deve ter mexido o braço do Fox. Diz Mayla se desculpando.
— Está tudo bem Mayla, não aconteceu nada de grave não. Diz Charlotte a sua amiga.
John tira sua gravata e entrega para Charlotte cobrir seu ferimento, os amigos então decidem ir embora, pois todos decidiram que esse passeio já estava na hora de terminar, e assim é feito, enquanto eles se dirigiam a saída John guiava a todos por estar com a lanterna acesa, e quando eles chegaram na parte onde estavam os desenhos o garoto apontou sua lanterna para ele e ficou observando cada um dos desenhos, era fácil causar sombras no corredor ele podia jurar que viu alguns desenhos se moverem, mas resolve não contar isso a seus amigos e continua os guiando até a saída. Eles enfim chegam no estacionamento do shopping abandonado, Mayla e Jason levam Charlotte para uma farmácia 24h que funcionava a umas três quadras deste local, chegando lá Mayla pede para todos ficarem no carro enquanto ela e Charlotte entram na farmácia, no carro Jason pega o desenho que estava em seu bolso e quando olha para ele repara que a criança do desenho ainda está longe de Vector, ele mexe no desenho com sua unha e a cera sai com facilidade do papel. Na farmácia, Mayla diz para sua amiga que seus pais estão quase se separando, os dois brigam o tempo todo e por esse motivo ela levou Jason junto, ela diz também que seu irmão ainda não sabe disso e ela quer que ele não presencie tal coisa, após comprarem a bandagem para o ferimento as duas voltam para o carro e Charlotte sai com seu carro.