capitulo 37

1456 Words

O RECOMEÇO NAS CINZAS ARTHUR (O GENERAL) Eu observava Alana enquanto ela falava, a luz fraca da clínica iluminando o rastro de fuligem que ainda manchava sua têmpora. A dor na minha perna era um lembrete constante do que tínhamos deixado para trás, mas ouvi-la era o que me mantinha ancorado à realidade. — Arthur... a sua casa... — ela começou, a voz trêmula e os olhos castanhos carregados de uma culpa que não lhe pertencia. — Eu não tive culpa, eu juro. Eu senti o cheiro de gás, tentei ver o que era... e então ouvi passos. Alguém estava lá. Estendi a mão, ignorando a fisgada no meu ombro queimado, e toquei o rosto dela com as pontas dos dedos. — Não precisa falar disso agora — cortei, a voz saindo mais suave do que eu pretendia. — Eu sei que não foi você. Eu conheço o cheiro da traiçã

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