— Se for por causa das dívidas de droga... eu pago! Eu juro! Eu só preciso de um tempo, me dá uma semana, eu consigo o dinheiro! — Caio gritava, as palavras saindo atropeladas entre o choro e o desespero. Ele achava que a vida dele tinha um preço em reais. Ele achava que eu era apenas mais um cobrador de facção. Eu soltei uma risada seca, um som metálico que reverberou por trás da máscara de caveira. Joguei o corpo dele no chão com desprezo e comecei a andar pelo barraco imundo. — Dinheiro? Você acha que eu saí do meu conforto por causa de papel? — peguei a mesa capenga com uma mão e a arremessei contra a parede, estraçalhando a madeira podre. Comecei a quebrar tudo. Chutei o fogão, derrubei a estante cheia de garrafas vazias, transformando aquele buraco num cenário de guerra. Cada esta

