Eu puxei o vergalhão de uma vez só, sentindo o vácuo e o som da carne se soltando do ferro áspero. O Caio desabou contra o metal da mesa, o corpo tremendo em espasmos involuntários, a consciência indo e voltando como uma lâmpada prestes a queimar. O sangue dele já não apenas escorria; ele lavava a mesa e pingava pesado no chão de cimento. — Vira esse lixo — ordenei, a voz saindo como um rosnado vindo do fundo do peito. — De frente agora. Quero que ele veja o que vai acontecer. O Rato e o Linguinha, com as mãos encharcadas de sangue, giraram o corpo do verme. Ele estava completamente quebrado, os olhos revirados, a boca espumando uma bile avermelhada. Quando ele focou a visão, deu de cara com a minha frieza. Eu olhei para baixo, fixando o olhar no que o fazia se sentir um predador. — Ent

