Ela não apenas abriu o livro. Ela pareceu ganhar uma vida nova, uma eletricidade que eu não via desde que a trouxe para este morro. Alana se ajeitou na poltrona, mas a empolgação dela era tamanha que ela m*l parava sentada. O plástico que envolvia a Bíblia foi rasgado com uma pressa quase infantil, e o som daquele material sendo esticado me deu nos nervos. — Vou ler o que eu mais amo aqui, Arthur. O que me sustenta quando o mundo parece desabar — ela disse, com os olhos brilhando tanto que chegavam a me incomodar. Eu bufei, girando o resto do uísque no copo, observando o gelo bater contra o vidro. Estava entediado, com o corpo doendo e a paciência por um fio, mas a imagem dela ali, toda animada, usando a minha camisa branca que ainda exibia as marcas de quando a prensei no sofá, era uma

