O CÁLICE DA AGONIA ARTHUR (O GENERAL) Atravessei o pátio da sede sentindo o chão tremer sob as minhas botas. O morro estava em um silêncio sepulcral; nem os vapores ousavam tossir quando eu passava. Eu exalava o cheiro da morte iminente. Entrei no bunker subterrâneo, aquele buraco de concreto onde o tempo não existe e onde a misericórdia nunca encontrou o caminho da porta. O ar ali embaixo era denso, carregado com um vapor de mofo e ferrugem que parecia grudar na garganta. No centro da sala, iluminado por uma lâmpada amarela que balançava presa por um fio descascado, estava o verme. O soldado que ousou tocar na crente estava pendurado por correntes de aço enferrujadas que desciam do teto. Os pulsos dele estavam roxos pelo peso do corpo, e o rosto, que eu já tinha moído lá no quartinho d

