ARTHUR (O GENERAL) Eu estava inquieto. O conforto daquele sofá e o perfume da Alana que ainda flutuava na sala eram distrações perigosas para um homem que precisava manter o morro sob controle. O fogo na mansão não foi um acidente, e o gosto do beijo da Alana não podia apagar o gosto de sangue que a traição deixava na minha boca. Ignorei a dor lancinante na perna e tateei o estofado até encontrar o rádio transmissor. Apertei o botão lateral, a voz saindo fria e cortante, o tom que fazia o Jacaré tremer. — Rato. Sobe aqui. Agora. Não demorou cinco minutos. Ouvi o barulho das botas táticas no mármore da entrada e a porta pesada de madeira se abrindo. Rato entrou, o fuzil atravessado no peito, o rosto ainda marcado pela exaustão dos últimos dias. Ele parou diante de mim, mantendo uma dist

