capitulo 11 Alana

1998 Words

ALANA O som do metal se soltando da pele dele ecoou no quartinho como se estivesse abrindo um portal pro inferno, mas quando a máscara caiu no chão, o que eu vi não foi o rosto de um demônio. O ar fugiu dos meus pulmões e o tempo pareceu parar naquele cimento frio. Eu não posso mentir... ele é lindo. Mas é uma beleza que dói de olhar, entende? É um rosto esculpido no ódio, com traços fortes e um maxilar que parecia prestes a quebrar de tão travado, mas os olhos... meu Deus, os olhos. Eles eram de um azul tão gelado, tão sem vida, que pareciam duas pedras de gelo no fundo de uma geleira escura. Não tinha brilho ali, só um vazio que dava vontade de chorar. Ele tava ali, ofegante, com o punho sangrando do lado da minha cabeça e o rosto colado no meu. Dava pra sentir o calor da pele dele, o

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