ALANA A luz que entrava pelas frestas da cortina blackout parecia agredir meus olhos. Acordei sentindo minha cabeça pesar uma tonelada, e o braço... o braço queimado pulsava em uma dor constante, lembrando-me de cada segundo daquele pesadelo na igreja e no quartinho. Olhei ao redor e vi o quarto do General. Era um lugar frio, cinzento, que exalava o cheiro dele: fumo, uísque caro e algo metálico que eu sabia ser sangue. Sentei-me na cama com dificuldade, sentindo o corpo moído. A camisola branca que a Dona Zezé tinha colocado em mim estava amassada e me incomodava. Eu precisava de algo que me fizesse sentir menos exposta, menos "vítima". Arrastei-me até o closet dele e, entre fileiras de fardas pretas e roupas táticas, puxei uma camisa preta de botões. Ela era enorme. Quando a vesti, o t

