capitulo 32

1736 Words

ARTHUR (O GENERAL) O sol da manhã seguinte não pediu licença. Ele entrou pelas frestas da persiana como se quisesse me cegar, mas o que me queimava por dentro era muito pior que a luz. Eu acordei com o d***o no corpo. Sentei na cama sentindo cada músculo do meu torso nu latejar, e o peso da confissão dela ainda cravados na minha alma como farpas de ferro. A casa estava em um silêncio mortal. Sem a Zezé pra bater panela na cozinha ou me dar "bom dia" com aquele olhar de julgamento, a mansão parecia um mausoléu. E eu era o cadáver que se recusava a ficar enterrado. Não tomei café. Não quis sentir o cheiro de lavanda que eu sabia que estava impregnado naquele corredor. Vesti minha farda preta, calcei as botas com tanta força que os cordões quase estouraram e ajustei o coldre na cintura. Eu

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