Dois meses se passaram desde que Anya se entregou a Konstantin. Desde aquela noite, os encontros entre eles se tornaram frequentes. Era raro uma noite em que ela não adormecia em seus braços, envolta pelo calor da pele dele, sentindo a segurança e o perigo que ele representava. Konstantin não fazia promessas. Mas também não deixava dúvidas: ela era dele. Nas palavras murmuradas ao pé do ouvido. Nas mãos possessivas. Nos olhares que a despiam mesmo quando ela usava suas camisetas largas pela cobertura. Seu tio, Vadim, não desconfiava de nada. Agora trabalhando no turno da madrugada como segurança na mansão dos Volkov, ele saía antes de Anya voltar para casa — e voltava quando ela já não estava mais lá. Tinha parado de bater nela. Pelo menos fisicamente. Havia passado a tratá-la com uma f

