O sol ainda nem havia surgido completamente no horizonte quando Konstantin abriu os olhos. Era um hábito que ele nunca conseguia abandonar — acordar cedo, vigilante, como se seu corpo já estivesse condicionado a estar sempre alerta. Por alguns segundos, ele ficou simplesmente deitado ali, sentindo o peso suave de Anya contra ele, a respiração tranquila dela aquecendo sua pele. Ela ainda dormia profundamente, o rosto relaxado sobre o travesseiro, uma mecha de cabelo caindo sobre os olhos. Ele ergueu a mão devagar para afastar a mecha, seus dedos demorando-se mais do que o necessário na maciez dos fios. Ela era tão… pequena, pensou, observando-a com atenção. Pequena, delicada, e ainda assim havia conseguido penetrar em um espaço que ninguém jamais ocupara dentro dele. Konstantin se incli

