Os dias de Konstantin voltaram a ser uma repetição brutal de poder, violência e silêncio. Ele acordava antes do sol nascer. Fazia exercícios extenuantes até suar como se tentasse expulsar Anya debaixo da pele. Depois, um banho frio, terno escuro, relógio suíço no pulso e o olhar assassino no espelho. Um general indo à guerra. Na sede de sua empresa de fachada — um império tecnológico que mascarava as operações da Bratva — as reuniões se sucediam com exatidão cirúrgica. CEOs tremiam ao vê-lo. Parceiros evitavam prolongar conversas desnecessárias. Ninguém ousava contrariá-lo. À noite, as reuniões mudavam de tom. No galpão de concreto do subúrbio industrial, seus homens aguardavam como cães adestrados. Naquela noite em particular, Konstantin desceu de seu carro preto como um predador. —

