Os dias passavam como folhas sopradas pelo vento. Moscou estava imersa em um início de outono suave, e a nova rotina de Anya parecia organizada demais para ser verdadeira. Durante a semana, ela dividia seu tempo entre a confeitaria e encontros com Yuri. Ele era sempre pontual, gentil, e fazia de tudo para agradá-la — levava flores, lembrava de seus doces favoritos, e insistia em levá-la e buscá-la no trabalho. Mas mesmo diante de tanta gentileza, havia um vazio silencioso dentro dela. Um espaço não ocupado. Um nome que ela não ousava pronunciar. Nos sábados, Anya continuava trabalhando na mansão. Seu lugar preferido era a cozinha, onde preparava sobremesas ao lado de Vera, enquanto Irina sempre surgia com algum elogio ou convite para conversar. — Você tem mãos de fada, Anya — dizia Iri

