Capítulo 4

1053 Words
Abigail Já tinha se passado dois meses desde a viagem de Raul nós conversava todos os dias, por ligação ou chamada de vídeo, mais de uma semana pra cá tudo mudou, eu não conseguia mais conversar com Raul e estava achando isso muito estranho, pois o maior tempo que já passamos separados foi três dias porque o meu celular deu defeito. Além da minha preocupação com ele, eu também tenho que ver o que está acontecendo comigo, já que estou tendo tonturas e enjoando muito até a minha comida favorita não consigo mais comer. Chego na escola e vou direto para minha sala, sento em uma das cadeiras do fundo e fico ali pensando, até que minha melhor amiga chega até mim. — Oi Abigail — Oi Cecília — Porque está assim tão desanimada?— ela pergunta colocando suas coisas na cadeira ao lado da minha e se senta — Eu estou preocupada, o Raul parece que me esqueceu, pois não consigo falar com ele de nenhum jeito .— Falo triste — Ele deve tá bem ocupado amiga, talvez o aparelho dele deu problema também. você sabe como ele é né! — Sim, eu sei, mas mesmo assim não consigo parar de pensar que ele não quer mais falar comigo porque arrumou outra pessoa mais bonita que eu, melhor que eu, que pode está perto dele, eu acho que meu pai talvez tenha razão, ele não me ama mais e estava só brincando com os meus sentimentos e mim iludindo.— falo me segurando para não chorar — Amiga, Hello, acorda pra vida garota, para de criar paranoias na rua cabeça, o tio Alberto não tem razão em nada, o Raul é apaixonado por você amiga, ele é tão arriado em você que até um cego consegue vê. — Será mesmo? Ou você está dizendo isso só para mim deixar mais tranquilo — Só estou te falando a verdade.— Ficamos conversando mais um pouco até que a professora entrou e começou a dar aulas, mas eu não conseguia prestar atenção em nada, pois meus pensamentos estavam em Raul, onde ele está e o que estar fazendo e será se ainda lembra de mim? fico o restante das aulas um pouco perdida até que a hora do intervalo saí da minha sala e fui com Cecília para o intervalo e chegando lá pegamos a nossa comida e sentamos em uma mesa que estava vazia. — Amiga — Oi — Você já perguntou ao Otávio se ele tem falado com o Raul? — Ainda não, mas vou perguntar a ele agora .— digo e me levanto rapidamente da cadeira, mais acabo me sentando de novo pois senti uma tontura muito forte. — O que foi, você está bem? — Eu acho que sim, só essas tonturas que está acabando comigo — Como assim? Desde quando você vem tendo elas. — Umas duas semanas eu acho — e o que mais, você sente alguma coisa além delas? — Enjoo, fome e muito sono. — Meu Deus Abigail, tomará que não seja o que eu estou pensando porque se não o teu pai vai te matar.— Cecília fala e eu fico confusa — Do que você está falando? — Você pode está grávida garota, já pensou nisso — Não Cecília sem chances, eu sempre me prevenir quando fiquei com o Raul — Tem certeza disso? Porque você está com os mesmos sintomas que a minha irmã quando ficou grávida do Gabriel — Não, isso não pode acontecer, se eu realmente estiver grávida é o meu fim, o meu pai vai mim matar. — Agente precisa ir ao médico agora, vem comigo.— Cecília pega na minha mão e me arrasta para a mesa onde Otávio estava e chama ele . — O que foi meu amor.— ele fala com minha amiga que acaba revirando os olhos — Você pode por favor parar de me chamar assim? Você nunca vai conseguir ter algo comigo. — Você que pensa.— ele fala piscando o olho para minha amiga.— Oi Abigail — Oi Otávio tudo bem?— Pergunto para ele — Tudo sim, o que vocês querem com minha pessoa? — Queremos que você dê um jeito de sairmos do colégio, precisamos levar a Abigail ao médico.— Cecília Responde — E como você quer que eu faça isso, meu doce? — Eu não sei, dá seu jeito — E o que eu ganho com isso? — Um encontro com a Cecília.— sou mais rápida em responder — Tá doida Abigail?— ela olha para mim incrédula — Eu não, e nem adianta amiga, eu sei que você está doida pra ficar com o Otávio então me agradeça depois , e você vai nos ajudar ou não? — eu vou sim , vem comigo. — Eu vou matar você Abigail. — Eu também de amo amiga.— falo pra ela sorrindo e acompanhamos o Otávio que estava indo pelo os fundos da escola, lá passamos por um buraco que tinha no muro e fomos para o hospital que era mais perto e enquanto isso fomos conversando. — Otávio você tem falado com o Raul ultimamente? — Não! já tem uma semana que eu não falo com ele, porque ele também não falou com você não? — Não! — Digo cabisbaixa — Ei amiga, não fica assim não, pelo menos não é só com você que ele não falou — E isso muda alguma coisa Cecília? ele pode muito bem ter arrumado novos amigos também, você sabe como o Raul é para arrumar amizades — Você tem que parar de pensar negativo Abigail, desse jeito você vai estragar o seu relacionamento. — Eu concordo com ela amiga, não fica assim não, ele deve ter um bom motivo pra isso, tenho certeza que em breve ele entrará em contato com agente — Tomara, tomara mesmo.— Digo e assim que chegamos lá eu faço a ficha e Otávio assina como meu responsável e quando eu sou atendida pelo médico ele pede para eu fazer um exame e aguardar o resultado. — Eu estou com medo Cecília. — Não se preocupe, eu estou aqui e vou estar com você independente do resultado. — Obrigada amiga.— ela me abraça e ficamos ali esperando o resultado chegar.
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