Capítulo 4

1004 Words
— Se é sorte ou azar confesso que fiquei impressionada agora. — Porém, volte para realidade Laura, não se engane porque o Delmom não é assim! Estava tão feliz e com fome que resolvi ler o contrato com calma e entender o que ele desejava que eu fosse submissa a ela. A minha alegria foi indo embora com toda vírgula que parágrafos que ia lendo e eram as coisas, mais absurdas que uma moça poderia esperar de um homem. — Eu não vou aceitar isso nem morta ele está achando que sou o quê? — Laura, por favor, vamos embora, não podemos estar aqui, o senhor Delmom irá me matar! — Nana, eu não tenho medo desse homem, agora, caso você tenha, pode ir que ficarei até ele me atender. Fiquei andando para trás e para frente e todos me olhando no minuto. Deveriam estar pensando que eu era uma louca varrida. Mas eu não ligo e nem me importo o que ele seja, só que se está mesmo acreditando que aceitarei tudo, aí está muito enganado. — Senhor, me desculpe invadir sua sala assim, mas e urgente! — O que é mais urgente do que meus negócios, Ana? — Tem uma louca na recepção gritando e disse que só vai sair quando falar diretamente com o senhor. — Me dê licença, pessoal, que já volto! Contrato os melhores homens para nada, tenho que sair da minha reuinão para resolver o que vocês são pagos para fazer. Quando olho para trás, vejo que finalmente consegui fazer com que o poderoso saísse do cativeiro e viesse falar comigo. — O que faz aqui, Laura e ainda por cima fazendo escândalo? — Sim, fazendo escândalo e amo, vai se acostumando, meu amor, quero falar com você, pode ser aqui na frente de todos para mim, tudo tranquila. — Venha comigo, você passou dos limites vindo aqui e vou saber o culpado(a). Saiba que odeio que venham ao meu trabalho. Fique sabendo disso, Laura! Eu ignorava a raiva dele, se havia gostado ou não, isso não seria problema meu. Só que jamais ia aceitar o que estava escrito naquela porcaria de contrato. — Pronto, entre e feche a porta e dessa vez fale baixo, entendeu? — Você e um mandão, acha que todos vão aceitar suas ordens e ficar sorrindo para você? Só que eu não entendi? — A garota deveria me agradecer, sabia? Por que vai estar bem vestida e ter dinheiro para comprar o que quiser além de luxo? Você não me interessa e tudo isso é para pagar o que o seu pai fez, senão acabo com o desgraçado agora e deixo vocês na miséria. — Seu i****a, c***l e sem caráter! Acha mesmo que aceitarei ir para cama com você quando quiser? Está muito enganado, me dá nojo de olhar para você. — Menina, sai daqui e nunca, mas volte a pisar nesse local. — Eu vou, mas saiba que rasgarei aquele contrato em pedaços e lembre-se de que eu te odeio. Nesse momento, virei as costas para ele chorando. Então ele me pegou pelo braço e ficamos, mas uma vez, cara a cara. Meu coração começou a bater forte, pensei que ia ter um infarto e ele olhou bem dentro dos meus olhos, me segurando e sua boca quase encostando na minha e disse que não tinha saída. — Desgraçado! — Pode me xingar, eu gosto quando fica brava e lembre-se de que às 7h quero você pronta, entendeu? — Senão tiver, o que vai fazer comigo? — Laura, não me teste! Assim que saí do escritório dele, as vagabundas estavam todas olhando para mim. No mínimo, eram todas peguetes dele se achando. — Deu rui, Laura? Eu avisei! — Nana, ele pensa que o rei é? — Meu amor, ele não e rei e sim um mafioso perigoso, então só aceite o que ele quer para as coisas não piorarem, ele e r**m, vai por mim. — Se ele e r**m, eu também sou! — Laura terá que aprender a lidar com a situação. Passei em frente à casa dos meus pais e queria muito os ver, mas esqueci que estava proibida. Mas quer saber, eu fui assim mesmo e não me importava que castigo eu ia ter, eram meus pais e eu precisava vê-los. — Parem aqui? — Laura, temos que ir! — Vou ver meus pais, ignoro esse jantar com Delmom. — Nossa, essa menina e difícil mesmo! Se o chefe souber que viemos aqui, estamos de verdade no olho da rua. — Vá embora, acelere esse carro, não deixe ela descer. — Nana, pare, por favor, preciso ver meus pais, não seja má, por favor! — Laura, desculpe, ordens são ordens! Me senti destruída e magoada. Eles não tiveram nem sentimentos, só se importaram com seus trabalhos. Se ia perder se me deixassem ir ver meus pais. Também, só de raiva, não vou a esse jantar. — Nossa, querido, parece que vi Laura! — Imaginação e loucura, até porque ela não ia vir aqui, jurou que ia me odiar pelo resto da vida. — Era ela, estava chorando, mas o carro foi embora a mil por hora. Aquele homem não deixa ela nos ver, sou e verei ela, sim, filha. — Mulher, deixa ela em paz, já temos problemas demais. — Está com medo de sua filha saber que continua bebendo, não é? — Mas saiba que se ela não está aqui, foi porque ela te ama e resolveu te salvar, mas você parece que não enxerga isso além do copo.  Que vida seria a minha não podia se quer ver minha mãe que saudade eu estava. Mas não me arrependo de nada que fiz pelo menos eu acredito que meus pais estivem bem. Quando cheguei na prisão era assim que chamava que nem dei importância nas coisas que comprei. Abracei a foto dos meus pais e chorei sem fim porque estava doendo em mim e não nele. Será que algum dia esse ser teve mãe e pai?
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