ALMA NARRANDO. Os dias estavam passando e eu continuava presa dentro desse quarto. Eu já havia gritado, batido na porta e nada adiantava. Estava vivendo como uma prisioneira. Depois daquele dia das unhas, o Dimitri não voltou aqui, a única pessoa que entra aqui dentro é a Irina, ela limpa aqui e trás comida três vezes por dia. Confesso que ficar presa aqui, já me fez desejar a morte, eu perdi o meu brilho, a minha alegria. A porta abriu novamente, era a Irina com o café da manhã. — Buen dia, Irina. — Falei de costas para a porta. — Prefiro que você fale a nossa língua. — Era a voz do Dimitri. — Vai querer mudar o meu jeito de falar também. — Respondi com raiva. — Não gosta da sua língua. — Eu não gosto de você, nem por isso posso deixar de ver você. — Você tem a boca muito solta,

