Capítulo — Momentos 1 " Não falo de teu nome, porque seria profanar o que carrego de sagrado dentro do peito." Kilian Ela fala de sexo como se fosse pecado, como se o corpo fosse um território proibido e o desejo, um erro a ser confessado em sussurros. Não conhece — ainda — a beleza silenciosa que existe por detrás do ato quando ele nasce do amor, quando é cuidado, quando é entrega sem pressa. Há nela um pudor antigo, quase esquecido pelo mundo, e isso não me afasta. Ao contrário. Quando me encara e, de súbito, baixa os olhos, algo de encantador acontece: suas bochechas se tingem de um carmim vivo, como pétalas de uma rosa vermelha tocadas pelo sol do fim da tarde. Eu adoro esse rubor involuntário, essa verdade estampada no rosto que não sabe mentir. É fato: estou louco por ela. Não s

