Capítulo — Ala de Kilian, Viena " A vida é um rio e o barco pode apresentar furo no casco e a água o fazer afundar. " Açucena. Depois do amor que fizemos — inteiro, intenso, cheio de entrega — Kilian me ajuda a vestir a roupa como se o mundo ainda fosse delicado demais para movimentos bruscos. Os dedos dele respeitam meu corpo, como se cada centímetro fosse território sagrado. Depois que estou composta ele me traz para o seu colo, a mão grande desenhando carinhos leves no meu ombro, subindo e descendo num ritmo que embala. — Acho que nunca gøzei tão gostoso igual aconteceu hoje… — ele diz, a voz baixa, quase um pensamento solto no ar. — Teve alma. Eu senti. Ele fala mais para si do que para mim. Eu sorrio em silêncio, com a cabeça apoiada no peito dele, ouvindo o coração que bate

