Capítulo — É só o começo. " É só o começo a boca faminta tomando de mim toda a extensão da minha pele." Açucena Ele me invade por dentro, não o corpo — a alma. E eu não luto. Eu aceito. Quero tocá-lo, quero senti-lo inteiro sob a minha pele, mas o medo me paralisa como um nó duro no peito. O receio de avançar e, no instante seguinte, vê-lo se afastar me mantém suspensa, presa entre o desejo e a perda antecipada. O beijo acontece devagar, como se o tempo tivesse aprendido a respeitar aquele instante. Não há urgência, não há voracidade. Apenas a promessa silenciosa de algo que pode nascer — ou se perder. Meu coração dispara num desespero que não é dor, é despertar. É o corpo entendendo antes da mente que está vivo, sensível, exposto. Sinto o zíper da minha blusa de frio ceder. O ar t

