Capítulo — Fugir " Nem sempre o melhor caminho e o da fuga." Açucena Ele cruzou a porta e eu suspirei, apoiando a cabeça por um segundo na madeira fria da cabeceira da cama, como se aquilo fosse um gesto de agradecimento silencioso por ele finalmente ter saído. Ou talvez fosse um pedido mudo de desculpas para mim mesma, por ser tão facilmente afetada pela presença daquele homem azedo dos quintos. Há momentos em que eu realmente quero me dar um soco, um bem dado, por me deixar levar pelas emoções assim, sem freio, sem lógica. Mas é que o cheirinho dele estava tão bom. Um cheiro limpo, profundo, que lembrava algo seguro, sólido. E havia também aquela sensação estranha de proteção, como se, apesar de tudo, nada de realmente r**m pudesse acontecer enquanto ele estivesse por perto. Talvez

