Capítulo — Trovador. " O eu-lírico chora as escondidas e coloca em palavras todo os seus sentimentos ou conta para o mar, seu confidente. " Kilian Açucena se aconchega em meu peito depois de desligar a luz. Mantenho apenas a luminária acesa e abro o livro. Ela olha para mim e me dá um beijo no rosto. — Que idioma é esse que está escrito no livro? — pergunta curiosa. A voz dela é um sussurro doce, lânguido, perfurando a escuridão do quarto. — Alemão, mas, na realidade, esse exemplar possui uma obra traduzida do galego-português (ou galaico-português), que foi uma língua românica ocidental falada na Idade Média, aproximadamente entre os séculos XII e XIV, na faixa ocidental da Península Ibérica — explico. — Hã… — é tudo o que sai de sua boca. Sorrio. Tenho certeza de que ela não ente

