Davi
Acordei no dia seguinte mais cedo. Comprei uma flor, uma rosa branca e todo nosso café da manhã já estava pronto. Aliás já tinha encomendado com antecedência.
Arrumei na bandeja. E estava decidido além de ganhar a devoção de Manuela, ganhar totalmente sua confiança.
Sei que ela é diferente. Então também precisava ser diferente.
No fundo eu sabia que o que eu plantava com a Manuela, ele iria crescendo. E queria ela totalmente selada a mim.
Levei ao quarto dela, a porta estava trancada.
Peguei a chave reserva já que sou dono da propriedade e abri. Coloquei na cama ao lado dela. E comecei beijar o seu pescoço.
Observava como ela se espreguiçava e ria. Com um sorriso de canto lindo. E quando enfim ela se espreguiçou abria os olhos aos poucos, recobrando de tudo o que estava ali a sua frente. Ela sentou em sua cama e me olhou com olhos profundos e intensos:
Manu: você trouxe para mim ?
Com o semblante um pouco confuso.
-Sim, é uma das formas que senti de expressar o quanto você é importante para mim.
Ela abriu um sorriso para mim e impulsivamente me abraçou. Mas logo percebeu que tinha avançado e recuou.
-Não precisa ter medo. Eu vou esperar o seu tempo.
Ela logo relaxou. Demonstrando acreditar em minha palavra.
Estava no começo de uma jornada atrás da confiança dela. Tendo sucesso nas minhas primeiras ações.
Mas todas as vezes que eu fazia isso, sentia algo diferente em mim.
Será que algo estava mudando dentro de mim ?
Fiquei conversando com ela enquanto tomava o café da manhã e depois me retirei para ela se arrumar.
Levaria ela para fazer Jetski.
Ela se arrumou. E falou com as meninas. Ficaram um tempo conversando.
Enquanto eu tirava a moto da garagem, conversava com Sampaio. Mas pela primeira vez não senti vontade de abrir o contato que estava tendo com Manu.
Senti uma vontade de a protegê-la de qualquer situação embaraçosa. Não aceitaria ninguém a cobiçando. E não queria ninguém falando dela. Ela não merecia isso. Mesmo a vida inteira eu sendo babaca. Eu só queria cuidar dela.
Ela veio sorrindo. Me pediu ajuda para subir na moto, já que também nunca tinha andado. Ajudei ela subir e a colocar o capacete. E acelerei na mesma hora.
Levei ela a princípio para o Parque da cidade. Que tinha vista direta para o mar. E eu já tinha percebido que Manuela gostava das coisas simples. Não gostava de presentes caríssimos como todas aquelas que me envolvia. Ela queria apenas receber algo que desse sentindo a ela. Para ver que a pessoa lembrou dela.
Após sairmos de lá, fomos andar de jetski e foi irado demais. Foi uma tarde maravilhosa. Rimos demais. E a cada sorriso dela que presenciava, minha mente fotografava e guardava em minha memória. Estava conhecendo uma pessoa incrível.
Chegou a noite e fizemos um Help em casa mesmo. Reunimos todos. E fizemos uma roda conversamos sobre tudo.
Todos estavam em casal, Willian era o único que não veio em casal. Mas já tinha voltado para a faculdade. Para não perder a festa do campus de Matemática.
Estava sentando em uma poltrona perto da piscina. Tomando uma cerveja e a Manu estava sentada a minha frente com as pernas esticadas em cima do sofá de jardim. E era maravilhoso a nossa interação.
Parecíamos mais um casal. Pois ela ria conversando com as meninas e eu atrás dela a observava, dava beijos no lóbulo da orelha. Na pescoço. E as vezes ela me olhava com olhar de advertência.
Mas amava ver seus largos sorrisos com as covinhas ao sorrir.