CAPITULO 1- PRELIMINARES

917 Words
— Eu sei que estou louco, mas eu sou mais louco ainda por você. Não me julgue por querer viver loucuras ao seu lado.    O meu marido sempre insistia nesse assunto. Para dizer a verdade, eu não sei se já estava cansada de ouvir ele repetir isso, ou se eu já achava divertido, às vezes, eu poderia dizer até que era emocionante. Ouvir ele dizer, que queria me ver com outro homem, que ele não se importaria se eu tivesse um amante, desde que eu contasse tudo... era por isso que eu entendia. Se, tratava apenas de uma fantasia. Meu marido fantasiava ser corno. Eu estaria mentindo se dissesse que a mera fantasia não havia melhorado a nossa vida s****l: bastava que eu contasse para ele que algum colega de trabalho havia flertando comigo, para que as coisas entre nos ficasse realmente quente. Na cama depois imaginávamos histórias em que outro homem fazia amor comigo, enquanto Daniel observava. Graças a este pequeno incentivo já não estávamos fo*dendo, como casados que já tinham caído na rotina. Aparentemente, Daniel tinha reencontrada o interesse por mim e eu devo admitir que essas fantasias também me excitavam. Não só isso, mas, em geral também conversávamos mais. As vezes eu dizia para ele que talvez um dia estaria disposta a realizar a suas fantasias de verdade. Não por mim, mas também por ele. Se isso dava prazer a ele, e fazia ele feliz. Eu realmente, talvez... Talvez, eu estaria disposta a tentar. É curioso como a fantasia de uma infidelidade nos uniu, quando o comportamento padrão que se espera na nossa sociedade, é que isso fizesse com que nos separássemos. Para mim, no era, mas que uma fantasia, um jogo para animar Daniel. É claro, que eu nunca teria coragem de fazer isso na vida real. Daniel é muito teimoso e decidido. Ele costuma lutar por aquilo que deseja até conseguir.  Tanto que um dia, farta das suas constantes propostas e pressões, aceitei jogar. Queria acabar com aquilo de uma vez por todas, pois estava a tornando-se cansativo e eu pensei que, de qualquer forma, ele acabaria por ficando com ciúmes e que desistiria, é claro. Deixe claro para ele, que uma coisa era a fantasia, e que na realidade ele ia me ver nos braços de outro homem, e que o que ele imaginava ser tão bonito e excitante, acabaria sendo desagradável para ele e que ele ia desistir dessa ideia maluca. Mas ele respondeu que a única maneira de saber era testando. Nesse momento, eu cometi o erro de afirmar que estava de acordo com ele. Então concordamos em ir a uma discoteca e que ele me deixaria sozinha para ver o que ia acontecer. Ele me deixou muito pu*ta, quando me desafiou me dizendo, que talvez as minhas desculpas, era porque eu tinha medo que nenhum homem se interessasse por mim, que eu já era velha competir com outras mulheres. Isso foi a gota que quebrou o vidro. Como ele se atreveu a me chamar de velha? Era hora de dar uma boa lição de quem era a Grande Clara! Sendo honesta, embora não quisesse admitir, no meu interior também sentia um formigamento diante da possibilidade de flertar com outro homem. Quando eu pensava nisso, eu sentia um leve formigamento na área do meu se*xo, mas eu nunca iria admitir isso na frente dele (eu quase não admito nem a mim mesma). Ainda assim, eu me recusava terminantemente a me deitar com outro. O acordo, por fim, foi, que eu iria flertar com um homem que me fosse atraente (se é que tinha... ou isso era o que eu dizia inocentemente a mim mesma) e que me deixaria convidar para uma bebida. Se eu ainda me sentisse bem, talvez dançaria com ele e deixaria ele tocar em mim um pouco. E fazendo um grande esforço (por meu marido, é claro), talvez e somente, talvez, deixaria um estranho me beijar. E ponto. Eu estava convencida de que, muito antes disso acontecer, Daniel interviria e pararia o jogo. — E vou deixar claro que será uma vez, e nunca mais. Não penso em voltar a repetir essa loucura. E, é claro, eu não penso em voltar a ficar com essa pessoa. Eu estou fazendo isso, porque estou sendo pressionada! Vou dar um nome falso e também um número de telefone falso. E nunca mais voltaremos a falar nisso. De acordo, com as minhas regras? Daniel, apenas balançou a cabeça, concordando. Claro que não iria aceitar ir a qualquer discoteca para me encontrar com aqueles garotos, que viviam suados e cheirando a cigarro de menta. Sou de classe média, se eu fosse fazer algo assim, queria que fosse com estilo e um certo glamour. Daniel aceitou encantado e me propôs que fôssemos no sábado para uma balada, situada num bairro mais luxuoso. Para mim, normalmente, não gosto de desperdiçar dinheiro e a minha prioridade é sempre investir na casa. Mas desta vez eu estava decidida a ceder um pouco, para satisfazer a vontade do meu marido, para que ele pare de uma vez por todas, e a nossa vida possa seguir em paz. O seu desejo era ter uma mulher quente, e se não fosse graças aos ciúmes que esperava que tomasse conta dele, no momento da verdade, talvez já tivesse desistido de toda essa loucura. Principalmente quando vi, quanto custava para entrar nessa balada. Mas, estava decidido. Se ia ser uma mulher quente, ia ser com todas as minhas forças!
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