Capitulo 5

1427 Words
CAPÍTULO 5.                                                                     Clara Jeffers  Estava numa sala separada da equipe, trabalhando num casaco de plumas, roxo com detalhes em pedraria. Logo ouvi a porta sendo aberta, olhei Jorge entrar com alguns papeis e tecidos. O mesmo foi até a outra mesa despejando tudo na mesa, eu ri baixinho e vi Jorge me encarar com a cara de “Não começa”. Continuei trabalhando até que finalizei a peça. Me afastei encarando com felicidade, ficou exatamente como eu queria.  - Ficou ótimo...   Oque? - me surpreendi com o elogio.   - Ficou ótimo, vai ficar bem legal com uma blusa e uma saia dourada.  - É isso! Você tem razão...  Eu corri até meus tecidos, onde tinha um tecido dourado brilhante e peguei junto com algumas pedras parecidas com diamantes azuis. Voltei para minha mesa, pegando os desenhos que tinha feito e comecei a produzir as duas peças.                                                                       Jorge Angeles  Enquanto eu trabalhava, observava a ruiva a 1,5 metro de mim, ela trabalhava com animação. Isso fez meu coração dar um salto no meu peito.  “Oque eu estou sentindo?”  Pela primeira vez, não estava com raiva de Clara, ela estava tão calma trabalhando... dei um sorriso mínimo. Olhei para meu desenho na mesa e depois para a peça que estava produzindo. Se tratava de um terno prata e preto com detalhes em azul. Passou um tempo, eu estava costurando e vi Clara se aproximar.  - Quer um café? Vou pegar um pra mim. - Ofereceu.  - Ah, pode ser...  Nisso a ruiva saiu da sala. Eu cheguei perto da criação de Clara, olhei o quão bem-feito estava aquelas peças. Voltei até minha mesa descansando a cabeça na mesa. Estava exausto, mental e fisicamente. Fazia noites que eu não dormia direito, motivo? Nem eu sabia qual era, minha cabeça estava uma bagunça.   Logo ouvi meu celular soar com a notificação.  “ priminhoooooo, estou chegando amanhã, me passa seu endereço.”  Ah não, essa louca vai querer ficar no meu apartamento..., mas não podia fazer nada, Lúcia é extremamente insistente, e tudo o que ela quer, ela consegue. Logo vi um copo de isopor ser colocado na minha frente.   - Aqui. - falou sentando-se numa poltrona no canto da sala e mexendo no celular.  - Obrigado. - Agradeci.                                                                          Clara Jeffers  Estava organizando os meus materiais para sair, e me virei para me despedir de Jorge, mas o vi dormindo encostado na mesa. Cheguei perto e fiquei com pena de acordá-lo.  “Parece um anjinho dormindo...”  Peguei um bloquinho, e escrevi uma nota.  “Saí e deixei as chaves da sala na minha mesa.”  Nisso caminhei pelos corredores, onde algumas pessoas transitavam, validei o ticket e peguei um táxi até o shopping. Entrei no shopping e olhei para os lados e bufei.  “Como é que eu vou achar aquele garoto?”  Comecei a andar e observar atentamente as pessoas ali, e qualquer rapaz que estivesse com a roupa descrita. Fui andando até a praça de alimentação. E avistei o meu alvo, de costas.  Fui correndo até ele e pulei em suas costas.  - TE ACHEI!  - d***a Clara! Desce daí louca!  Eu ri e desci de suas costas e encarei Mathias, meu primo mais próximo.  - Tá grande hein ruiva!  - E você ainda parece um poste! - eu ri.  - Haha muito engraçado senhorita Jeffers...  - Deixa de marra Matt, como tá a Kate?  - Estudando que nem uma louca, ela não desiste nunca...  - Isso que eu admiro nela. - falei. - Quando sai o casório?   - Daqui a 3 meses, ah eu tinha que te entregar mesmo.  Matt me deu em mãos o convite do casamento dele com Kate.  - Nossa que lindo, capricharam hein.... - falei.  - Você vai né priminha? - fez carinha de cachorro abandonado.  - Obvio que eu vou!  - Que bom, agora vamos comer? Tô faminto.  - Qual restaurante quer ir? - perguntei rindo.  - Comida chinesa?  - Perfeito!  Mathias me arrastou pela praça de alimentação indo até a fila do restaurante.                                                                      Jorge Angeles  Acordei e olhei para os lados confuso, Clara já tinha ido embora, virei a cabeça pro lado vendo uma nota. Li a nota e fui até sua mesa pegando as chaves. Saí da sala a trancando. Andei pelos corredores, onde algumas pessoas cochichavam, devia ser porque meu cabelo estava todo bagunçado e meu rosto amaçado. Validei o ticket e vi meu irmão saindo.  - Meu deus, o que aconteceu contigo? Passou um caminhão em cima de ti?  - Muito engraçado Julian... eu apenas cochilei.  - Bom, eu tô indo pra casa, boa noite irmão.  - Boa noite.  Olhei para o céu, estrelado. Como não tinha nada pra fazer, fui até o shopping comer alguma coisa. Ao chegar na praça de alimentação, avistei Clara e um rapaz comendo e rindo. Nisso eu andei até o BK, entrando na fila. Após alguns minutos fui atendido e peguei meu lanche, estava caminhando até ouvir Clara me chamar. Fui até os dois.  - Oii pra voces dois. - cumprimentei.  - Senta com a gente, já que tá sozinho...- falou com um sorriso.  “ Aquele lindo sorriso, que eu costumava odiar...”  - Ah ta.- falei e me sentei na frente dos dois.  - Esse é o Mathias,meu primo. - falou e eu soltei o ar disfarçadamente.  “Que alivio....”  - Prazer..- falei desviando o olhar em seguida.  - Esse seu amigo é fechado hein Clarinha.  - Para com isso Matt, ele é assim, nem todo mundo é um tagarela que nem você!  - Clara!  - É a verdade.  Eu não aguentei com os dois e comecei a rir e eles me encararam surpresos.,  “ deve ser porque nunca me viram rir.”  - Voce ri? - Clara perguntou virando  a cabeça pro lado.  - Sim, eu posso ser fechado mas sou humano.- dei um sorriso de canto e vi a ruiva corar levemente.  “ espera... ela corou por algo que eu falei?”  Vi o Mathias rir da situação, enquanto bebia sua coca-cola. Clara parou de me encarar e voltou a atenção para seu prato, eu fiz o mesmo. Mas do nada ouvimos um berro me chamando.  “ Essa doida chegou mais cedo???”  Viramos a cabeça para o lado ao mesmo tempo, era a Lúcia mesmo. Ela veio correndo em minha direção e me fez levantar.  - Priminho você tá tão lindo! Vai conquistar várias meninas assim..  - Lúcia, tem gente aqui.  - Ai meu deus! É a menina que voce tava falando sobre pelo telefone esses tempos!  - Lúcia!  Vi Clara e Mathias rirem da situação, nessa hora eu já estava totalmente vermelho, estava constrangido com oque aquela tagarela falou, e preocupado no que ela poderia falar.  - Tá primo, calma, oi eu sou a Lúcia como ele já falou, eu A-D-O-R-O seu trabalho, ele é perfeitoooo, estou fazendo faculadade de moda, tem alguma dica? - Lúcia falou de uma forma tão rápida que fiquei até zonzo.   - Bom, faça sempre o seu melhor que as oportunidades aparecem, ah não esqueça de se divertir também. - Clara falou e sorriu.  - Muito obrigada mona! Primo fica tranquilo que eu vou pra um hotel,mas tem como me levar?  - Claro prima. - concordei porque não queria que ela abrisse mais a boca perto da Clara, sobre qualquer coisa sobre mim. - bom, até mais.  - Até - falaram.  Puxei Lúcia pelo shopping até a saída, onde pedi um uber.  - Primo eu fiz algo que te irritou?  - Nãoo imagina – falei irônico - óbvio Lu, você falou um monte de besteira pra Clara e o primo dela, oque ela vai pensar de mim agora? Que eu sou um stalker?  - Desculpa primo... Mas voce não disse que ela te irritava?   - é... ela me irritava, mas estou começando a ver ela com outros olhos....  - Tá apaixonado por ela?- perguntou dando pulinhos.  - Não faço ideia do que sinto, e ela provavelmente tá saindo com outro cara, ele mora no nosso prédio e eles estão sempre juntos! Mesmo que eu soubesse oque eu sinto, não teria chance nenhuma, então melhor deixar as coisas como estão. Então coopera um pouco também, por favor. - desabafei.  - Primo, nossa, eu nem imaginava isso, mil desculpas mesmo!  - Tudo bem, só vamos deixar esse assunto de lado, deixa que isso eu resolvo sozinho.  Lúcia assentiu com um sorriso triste, não gostava de ter que falar assim com ela, mas as vezes era preciso. Logo vimos o uber chegar e entramos indo até o hotel que Lu ficaria hospedada. 
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