DOR DA PERDA

996 Words
MARIANA NARRANDO Já são cinco da manhã e eu já estou de pé e arrumada para ir embora, coloquei o pouco que tenho em um sacola e saio dali e passo pelas portas da igreja sem ser notada a não ser pela... — Mariana. — Eu olho pra trás. — Maria? O que faz acordada a essa hora? — As ruas da cidade estavam desertas. — Hoje é dia de visitar minha família, pegou o ônibus mais ou menos esse horário. E você? Vai pra onde? — Ela pergunta dando uma olhada na sacola. — Não posso mais ficar aqui Maria, o padre corre risco perto de mim, já estão comentando e ainda tem a mãe dele, ela queria me levar para ficar no hotel com ela, mais o pouco que conversei com ele eu já não a suporto. — E você vai pra onde? Está pensando em voltar pra sua família? Pra se casar a força? — Ela pergunta e eu sinto meu coração apertar. — Eu não sei ainda, é a minha única opção no momento eu... — Antes de eu terminar de falar ela me interrompe. — Vai pra minha casa, ninguém vai te achar lá, é uma casa simples, mas você sempre poderá ficar lá. — Eu olho nos olhos dela. — Você tem certeza? — Ela me encara e logo em seguida sorri e balança a cabeça em sinal de positivo e abraço ela. — Muito obrigada. — Vem. — Ela começa caminha só sentido de sua casa. — Mais você via perder o ônibus. — Afirmo quando ela para em frente a uma casa pequena que tem um cercado de madeira. — Posso ir outro dia, não se preocupe, venha deixar eu te instalar, pertinho da igreja ne? — Entramos na casa, ela tinha dois cômodos mais era tão acolhedora. — Vou voltar pra igreja tenho que limpar e fazer o café para o Padre. — Eu olho pra ela, e segura nas suas mãos. — Por favor não comente que estou aqui. — Vai ser bem melhor assim a gente ficar longe um do outro. — Tudo bem, seu segredo está seguro comigo, se sentir fome pode pegar o que quiser. Ela sai e eu começo a limpar a casa, eu tinha que agradecer de alguma forma. PADRE HENRI NARRANDO Me levanto e faço minhas higienes, mais tarde teria um batizado para fazer e queria estar pronto, quando saio do quarto já vestido, bato na porta de Mariana, precisávamos conversar, resolver toda essa situação. Bato novamente mais ninguém abre e não responde. — Mariana? Eu vou entrar. — Eu aviso e como o silencio continua eu abro a porta mais o quarto dela estava vazio. Não havia nada dela ali, o quarto estava totalmente limpo, é como se ela nunca estivesse estado ali. — Padre? — Maria apareceu na porta. — Você viu a Mariana? — Eu pergunto e ela n**a com a cabeça. Ela me deixou... Meu celular começou a tocar no bolso, será que era ela que se arrependendo de ter ido embora, e está me ligando para buscá-la? — Alo? — Padre Henri? — Era uma voz masculina, não era ela. — Sim sou eu. — Sinto lhe informa Padre, mas seu pai acaba de falecer. O que? Meus pais eram separados e o meu pai morava em Portugal, mas até onde eu sei ele era saudável. — Como? Eu nem sabia que ele estava doente. — Eu digo um pouco tremulo, tentando entender o que está acontecendo. — Foi um acidente de carro, eu sinto muito, meus pêsames. — Ele fala e os meus se enchem de água, não sou a Mari me deixou, o meu pai também. ... Eu estava de joelhos em frente ao altar eu rezava pela alma do meu pai e para ter algum conforto amis eu não conseguia, só existe uma pessoa que poder-me-ia da algum conforto, mas ela se foi. — Já soube filho? — Me levanto e me viro minha estava ali parada sorrindo. — Como você pode estar bem com a morte dos outros? Ela sorri ainda mais. — Seu pai nunca prestou meu filho, ele era um sonhador demais, eu sempre fui pé no chão, sem contar que ele era um mulherengo e sempre me traia. — Ela estava falando m*l de uma pessoa que nem se quer estava mais entre nós para se defender. — Isso é motivo para sorri com a morte alheia? — Eu a repreendo e ela revira os olhos. Ela nem se quer perguntou como eu estava? Não me deu um abraço eu acabei de perder meu pai e ela nem se importa. — Cadê aquela demônio que te atenta? Eu vim buscá-la. — Por que ela está falando dessa forma? Será que ela sempre foi assim eu que nunca conseguir enxergar como ela é de fato? — Mariana não é um demônio mãe, e ela não está mais aqui, ela foi embora hoje cedo. Ela abre um sorriso largo e bate palmas. — Deus é justo mesmo, e conseguimos livrar de dois coelho com uma cajadada só. Eu tinha que ter paciência, mas ela não estava ajudando. — Mãe por favor... Respeita meu luto, eu quero ficar sozinho. — Eu afirmo já cansado. — Ta bom então meu amor. — Ela se aproxima e me dar um beijo na testa, depois sai. Eu volto a me ajoelhar com lagrimas, meu pai não era r**m, ele só era um sonhador, acreditava em seus olhos e que um dia poderia ser um cantor, mas a minha mãe nunca o apoiou. Isso resultou na separação deles, e meses depois ele arrumou uma pessoa, e esse é o único motivo dela está chamando ele de galinha. — Padre? — Maria me chama, e eu limpo as lagrimas antes de olhar pra ela. — A única coisa que eu queria Maria era não ter essa vida, qualquer outra pessoa no mundo, qualquer pessoa menos eu.
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