MARIANA NARRANDO
Maria entra por alguns instantes no quarto e quando volta tem uma caixinha nas mãos.
— Essas são minhas economias de uma vida. — Ela afirma, ela abre a caixinha e me entrega o dinheiro que tinha ali.
— Maria, são suas economias, eu não posso aceitar. — Eu não podia aceitar, aquele dinheiro ela levou a vida inteira para juntar.
— Pode e deve, eu nunca vi um amor tão bonito em toda minha vida Mariana, e se eu posso ajudar que vocês fiquem juntos eu farei, eu sei que o padre a ama só pelo jeito que ele enfrentou a ame e sei que você o ama apenas pelo brilho que aparece em seus olhos quando o vê, não sei se é o destino de vocês ficarem juntos, mas você deve tentar. — Ela estava com os olhos cheio de água, eu já estava me acabando de chorar.
— Obrigada Maria. — Eu vou até ela e dou um abraço, e ela retribuiu.
— Não há de que, agora vai e traz seu amor de volta, enfrenta aquela mulher. — Ela me incentiva.
Me afasto de Maria e pego a mala que estava feita para fugir com o Henrique, agora eu iria salvá-lo. Chamo um taxi até o aeroporto e lá aguardo o embarque, leio o bilhete que ele havia me deixado várias e várias vezes.
Já dentro do avião penso nele e nos nossos momentos, não era muitos, mas sempre foi muito intensos e verdadeiros, Maria tinha razão, se era ou não nosso destino ficar juntos ninguém sabe, mas sempre devemos lutar.
Eu estava muito abalada, foram muitas coisas em um curto espaço de tempo, quando acordei foi com a voz do comandante, havíamos chegado em Portugal, eu estava oficialmente em solo português.
Me hospedo nesses hotéis pequenos graças ao taxista que conhecia um lugar barato, depois de deixar minhas coisas ali, olho o endereço que Maria havia me dado, o lugar onde o Henrique estava, não vou esperar nenhum minuto a mais.
Aperto a campainha da casa que por incrível que pareça era enorme, uma mulher abre a porta e me guia para dentro do lugar, eu fico na sala enquanto ela vai chamar a “patroa” me sento ali e então a mãe do Henri aparece, finge nem por um momento surpresa.
— É muita ousadia da sua parte sair do brasil e vir até aqui atras do meu filho, mas aqui você não vai persuadir ou tentá-lo. — Como que essa mulher pode ter dado à luz a uma pessoa tão maravilhosa como o Henri.
— Onde ele está? O que você fez com o Henrique? — A casa é tão silenciosa, será que ele está aqui?
— Padre Henrique, garota PADRE. — Ela grita.
— Eu quero vê-lo — Afirmo
— Eu tenho uma surpresa pra você, sabia que a mulher que a Maria ligou para ter informações ela foi paga para te trazer até aqui? — Eu olho pra ela confusa.
— Isso mesmo, eu paguei ela, para se caso você tentasse descobrir algo ela dizer que estávamos em Portugal. — Meu coração ficou apertado, eu sentir minhas mãos soarem.
— Onde você quer chegar com tudo isso? — Eu perguntei, segurando a alça da minha bolsa.
— Venham. — Ela chama e então meu pai e minha mãe aparecem ali, bem ali na minha frente, em Portugal.
— Eu pesquisei sobre você Mariana, descobri que fugiu de casa e que estava noiva, então eu trouxe seus pais para te levar de volta.
Dou um passo para trás tentando entender toda aquela situação sinto minha garganta ficar seca, e os meus olhos cheio de água, meu coração parecia que ia ser espremido.
— Seu noivo está te esperando filha, dessa vez vou certificar que você não fuja. — Meu pai afirma vindo até mim.
— Levem ela, e me avisem quando ela casar e se mudar, só vou levar meu filho de volta pra casa depois de ter certeza de que essa garota se casou e que meu filho não vai largar a batina. — A bruxa falou e entregou um dinheiro pra minha mãe.
— Temos um acordo, não se preocupe, em breve ela se casará. — Minha mãe afirma.
Meu pai vem até mim e me segura pelo braço, eu tento me soltar mais é em vão.
— ME SOLTA PAI! — Eu grito, vejo a mãe do Henri sorrindo com o braços cruzados.
— Já chega de show Mariana, vamos logo seu noivo está esperando e você se casa ainda nessa semana. — Ele afirma apertando mais ainda o meu braço.