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990 Words
LOLA "VOCÊ ESTÁ FEDENDO A CIGARRO, LOLA JACKSON", VIOLET RECLAMA ENQUANTO EU ME SENTO ao lado dela no bar. "Estou sendo levada hoje. Não vou voltar a fumar, prometo", digo a ela fazendo beicinho. Ela se recosta, me observando. "Gosto dessa sua versão aqui. Você está muito mais... radiante. É legal." Eu sorrio porque também me sinto assim. Não acordo mais temendo o dia que começa. Responder a e-mails. Tirar fotos encenadas em roupas que as empresas me enviam para que meus pais possam se gabar da filha perfeita. Garantir que meus p****s fiquem incríveis para conseguir curtidas. Aqui, sou apenas eu. Ninguém me observando. Ninguém me dando feedback. Ela bate no meu ombro. "Aquele cara ali quer dançar comigo." Ela aponta para um cara sorridente com bigode do outro lado do bar. "Eu vou. Você tá bem? Não quero te deixar sozinha." Eu dou risada e dou um tapinha no braço dela. "Eu sou adulta. Vai dançar. Vou estar por aqui." Ela pula do banquinho e, segundos depois, ele a faz girar, os dois rindo. Que fofo. E, de repente, minha bexiga me lembra que bebi rápido demais. Examino a parede até encontrar a placa torta do banheiro e começo a me espremer no meio da multidão. O lugar está ficando muito mais movimentado. Nem consigo mais ver a mesa do Hunter. Casais se esfregam, alguém despeja vodca direto na boca de outro cara, e as pessoas gritam as letras das músicas para a banda. Mas continuo em minha missão de fazer xixi. Até os banheiros têm portas de madeira que se abrem para os lados. É tudo tão caubói aqui. E, quando termino, saio do corredor estreito e esbarro em algo sólido. Muito sólido. Minhas mãos encontram um peito que parece pedra esculpida. E então o cheiro me atinge. Ele. Olho para os olhos azuis que já estão me observando, divertidos. "Você realmente precisa parar de esbarrar em mim, vaga-lume. Posso começar a achar que você está me seguindo." Ele se aproxima, baixando a voz só para mim. "Porque, a cada minuto, você está tornando mais difícil ficar longe de você." Minhas pernas se fecham instintivamente. - Eu... eu só... Mas eu não me mexo. Minhas mãos permanecem no peito dele. Meu corpo se recusa a cooperar. "O que você quer de mim, Lola?" ele pergunta em voz baixa. Minha garganta aperta. Minha confiança vai diminuindo a cada segundo que passa. "Na verdade, eu não sei, Hunter." A boca dele se curva. "Você não sabe o que quer? Isso é diferente." Ergo as sobrancelhas. "Como assim? Normalmente, as mulheres simplesmente tiram a calcinha para você?" Ele balança a cabeça lentamente. "Não. Elas nunca se atrevem a chegar tão perto." Reviro os olhos e, de repente, a mão dele está em volta da minha garganta e ele está me levando para o corredor escuro. Minhas costas batem na parede ao lado dos banheiros, o corpo dele me prendendo. "O que você quer de mim, vaga-lume?" Ele pergunta de novo, agora com a voz mais áspera. agora. Um sorriso se espalha pelos meus lábios, meus dedos deslizam até o cinto dele, puxando-o para mais perto. "Acho que quero que você me mostre como um cowboy fode." A respiração dele falha, e ele me segura com um pouco mais de força. "Você quer mesmo isso, hein?" - ele murmura. "A garota da cidade quer o p*u de um caubói como se fosse algum tipo de   experimento?" Mordo o lábio. "Os homens da cidade nunca me fizeram gozar. Eu meio que espero que você consiga resolver isso. Ouvi boatos..." Um gemido baixo escapa dele enquanto sua coxa afasta minhas pernas, sua boca pairando perigosamente perto. "p**a merda. Isso é sexy, Lola." Eu sorrio. "E aí? Os cowboys realmente fazem isso melhor?" Não tenho nem mais um segundo para pensar antes que a boca dele se lance sobre a minha. O beijo é obsceno. Ávido. Cheio de calor, dentes e mãos. Meus braços se agarram ao pescoço dele enquanto ele me levanta, minhas pernas se enrolam em sua cintura, e eu sinto exatamente o quanto ele já está duro por mim. Meu Deus. O beijo me deixa tonta. Ele para apenas o tempo suficiente para murmurar contra os meus lábios: "Não vou t*****r com você aqui. Você é boa demais para ter plateia." "Você não gosta de dividir, né?" - murmuro. A mandíbula dele se contrai. "Não. O que é meu é meu. Não deixo ninguém assistir." A possessividade na voz dele me faz sentir outra onda de calor. "Então, onde você sugere?" Os lábios dele roçam os meus novamente. "Na minha caminhonete." Ergo uma sobrancelha. "Cowboy transando na caminhonete. Claro. Topo." Deslizo pelo corpo dele até que minhas botas toquem o chão novamente, mas ele apenas balança a cabeça. "Não, querida. Vou te dar a experiência completa." Antes que eu possa discutir, ele se abaixa e me joga por cima do ombro. "Hunter!", - grito, batendo nas costas dele. Ele ri e, em troca, dá um tapa mais forte na minha b***a. O ar quente da noite me atinge enquanto ele me carrega para fora, em direção à sua caminhonete com vidros escuros. Em vez de me colocar no chão, ele me pressiona suavemente contra a porta, com uma mão apoiada ao lado da minha cabeça. A expressão dele muda, agora mais suave. "Você é especial, Lola. Realmente especial." Eu sorrio. "Digna de uma transa no caminhão?" O polegar dele traça minha mandíbula. "Digna de muito mais. Mas isso... isso é tudo o que tenho para oferecer agora. Tenho algo a provar. Tenho que te mostrar que os cowboys fazem melhor, gata." Algo no meu peito se aperta com aquela sinceridade. Mordo o lábio, o coração disparado. "Me beija, cowboy."   E, quando a boca dele encontra a minha novamente, o resto do mundo desaparece. E estou entrando na minha fase de imprudência, em que durmo com um homem que acabei de conhecer.
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