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851 Words
Nem esperei Aurora atender a porta e entrei com rapidez. Ela estava com uma taça de sangue na mão e soltou a mesma ao me ver com um susto. — Você sumiu por um dia, Mary! — Ela disse, vindo até mim com um olhar de desaprovação. — Aonde estava? — Kai Parker me tirou da festa aquele dia e me fez uma proposta — revelei. — Ele tem um plano contra Klaus e até um tal de Marcel está no meio. — Qual o plano? — Ele quer trazer a Esther e o Mikael de volta à vida. Ele diz que tem um mundo prisão criado para quando ele morrer e que nesse mundo pós morte a placa da cidade de Mystic Falls está inteira e ela é feita de carvalho branco. — Dei de ombros, pensando sobre o plano. — Ele quer que a Esther ligue a vida dos filhos para Mikael os m***r depois. Ela pensou em silêncio por alguns segundos, considerando realmente a proposta. — O que você disse? — Eu concordei, mas quero você no plano também. — Me sentei com ela no sofá. — Nós duas não temos nenhum plano contra Klaus e agora ele está mais esperto que nunca. — Não confio em homens, muito menos em hereges. — Eu também não. — Balançei a cabeça negativamente. — Ele parece ser traiçoeiro. — Mas quem disse que não podemos nos aproveitar dele? — Ela questionou, com um meio sorriso nos lábios. — Vamos nos juntar a ele, seguir seu plano e ter todo o mérito no final. Melhor que nada. Sorri em resposta, concordando com a cabeça. Aurora era esperta, isso me atraia nela e queria que nós duas não fossemos só parte de um plano de vingança, tínhamos o mesmo objetivo e nossa dupla era algo forte. — E o Lucien? — Perguntei, sentindo falta dele e de Tristan. — Ele foi falar com o Klaus. — Ela revirou os olhos. — Os dois eram amigos e ele está tentando se aproximar do bastardo. — Com tanto que ele não mude de lado — falei, dando de ombros. — Já está apaixonada por ele, não é? — Ele é legal e bonito, mas não confio mais em homens e com certeza não vou me apaixonar por ele. — Ele é um i****a, Mary — Aurora falou, revirando os olhos. — Não deveria dar atenção a ele. — Gosto de como ele faz eu me sentir. — Gosto não se discute mesmo. — Eu vou ver meu irmão, quer vir comigo? — Não. — Ela balançou a cabeça negativamente. — Preciso encontrar Tristan daqui a pouco. — Tudo bem. — Abracei ela. — Nos vemos mais tarde então. Aurora concordou e sai. Fui em velocidade de vampira até o cemitério dos ancestrais, mas fui impedida de entrar pela barreira mágica. — O lugar é protegido — uma bruxa falou. — Criaturas como você não podem entrar. — Eu já fui uma bruxa, então me convida logo para entrar. — Não. — Tudo bem, ela é irmã do James — outra bruxa apareceu. — Ela é uma vampira — a outra rebateu. — Eu sei disso, Davina — respondeu e olhou para mim novamente. — Eu sou Sophie Deveraux. — Mary Stuart, mas acho que você já sabe disso. — Sei que existe uma profecia dos ancestrais e você está nela. — Profecia? — Seu irmão irá explicar. — Olhou para Davina e a mesma saiu. — Porém não pode entrar aqui. James apareceu acompanhando de Davina e saiu do cemitério para me abraçar. — Que profecia é essa que ela está falando? — Questionei a ele. — Nós nos conectamos com os ancestrais e eles disseram que você voltou a vida com o propósito de m***r Klaus Mikaelson e sua família, acabar com toda a linhagem de vampiros — explicou. — É isso? Até essas bruxas velhas previram que eu vou ter minha vingança. — Sorri. — Só que se fizer isso você morre também, Mary, de um jeito ou de outro. — Eu não vou morrer, James. Eu estou segura com a Aurora. — Mary, — ele segurou meus dois braços com força na tentativa de me fazer entender, com os olhos aflitos e desesperados —, não pode fazer isso, não pode seguir com sua vingança. A profecia é clara: você, Aurora e qualquer um que participe disso morrerá também. — Eu posso escapar disso. — Não pode. — Segurou minha mão. — Desista disso e vamos embora daqui. — Não posso, James — respondi, soltando a mão dele — Eu não vou desistir de me vingar daquele bastardo. — Prefere a vingança do que sua própria vida? — Minha vida foi tirada de mim há muito tempo. — Você vai morrer se fizer isso, Mary. — Mas eu arrasto o Klaus comigo para o inferno. — Não posso viver sem você. Abracei ele por alguns minutos, pousando minha cabeça em seu ombro e sentindo seu característico perfume que mesmo após centenas de anos nunca deixou de ser familiar. Cheiro de casa.
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