Estrella
💬 w******p On
Áudio de Rô: ANNA DO CÉU, p**a QUE PARIU! QUE FOI AQUELA LEGENDA DA FOTO DO PIERRE? CERTEZA QUE É INDIRETA PRA TU, TÔ SURTANDO, MONAAAAAA!
Áudio de Estrella: Ih, bixa, já bebeu? Para de loucura, cara! É só a letra da música que infelizmente coincidiu com a minha roupa... Nada demais, KO. Tô indo pra entrada do Vidigal, já vai saindo de casa pra gente chegar junto.
💬 w******p Off
Ignoro o surto do Rô. Maluco vê coisa onde não tem.
Guardo o celular na minha mini bolsinha de ombro, desço as escadas e abro o portão indo em direção à rua. Vou ir de Uber pra frente da favela porque nem ferrando vou andar 10 minutos a pé, ainda mais de salto.
(...)
Alguns minutos dentro do carro chego ao local. Como estava no cartão, só agradeci o motorista e desci.
Já tinha uns vapores que me conheciam e acenaram com a cabeça. Retribuí e fui em direção a eles pra esperar o Rô.
Preto: Salve, Estrelinha... Tá gata, hein? Papo reto mermo, com todo respeito.
O sub do Pierre me vê e me abraça, pega minha mão e faz eu dar uma voltinha.
Estrella: E aí, Preto, valeu mesmo... Tu também tá um gato. – Falo sorrindo e ele retribui.
Preto: Tá esperando alguém? Se quiser te levo lá pra porta do baile de moto, pô.
Estrella: Tô esperando o Rô, não precisa não... Já não queria ter vindo, se eu aparecer lá de moto contigo vou ser assunto desse lugar por um mês direto. – Dou risada e ele me acompanha, balançando a cabeça em negativo.
Preto: Entendo, pô. Galera fofoqueira a beça sem necessidade. Mas se quiser só dar um salve, vou ficar aqui contigo até teu amigo chegar aí.
Fala parando ao meu lado enquanto arruma o fuzil, colocando pra trás nas costas.
Estrella: Vai curtir o baile hoje não? – Falo olhando nos olhos dele.
Preto: Vou, pô, mas vou ficar na ronda também, atento. Ficamos sabendo que tem polícia querendo entrar. E sabe como é dia de baile, tá ligada? Dia perfeito pra eles vir na trairagem...
Estrella: Aí é f**a, espero que não entrem aqui... Nunca venho, aí pode ter certeza que eu não dou sorte. – Ele gargalha da minha fala e eu o acompanho. – O Rô chegou. – Aponto para meu melhor amigo que está vindo na nossa direção. Ele cumprimenta o Preto e me dá um abraço.
Rô: E aí, Preto! Estrella, você tá a coisa mais linda desse Rio de Janeiro. Se eu fosse hétero... – Reviro os olhos de graça e dou um tapinha nele.
Estrella: i****a! Você tá lindo também. Vamo subir?
Rô: Tá louca que eu vou subir esse morro a pé? Nem morta! Chama dois moto-táxi aí, Preto.
Preto: A Estrella vai comigo, pô, já tinha oferecido carona. Mas vou chamar no radinho, dá um dois aí. – Preto chama o moto-táxi no rádio que logo chega. Rô sobe na garupa de um e logo eu subo na garupa do Preto que já estava me esperando.
Estrella: Vou pagar b***a e calcinha, cara, porra... – Dou risada e ele me acompanha.
Preto: Vou voando que é pra ninguém nem reparar nisso, gata.
Estrella: Acho bom mesmo. – Falo debochada de brincadeira e me seguro na cintura dele enquanto ele sobe o morro até o baile.
Chegando lá já vejo que tá lotado a beça, muita bebida, droga e funk rolando.
Estrella: Valeu, Preto, te devo uma... – Troco beijo no rosto com ele que balança a cabeça.
Olho para trás como se sentisse que tinha alguém me observando e, quando levanto meu olhar, vejo o Pierre com a maior cara de marrento possível. Ele ficou me encarando e eu sustentei também.
Preto: Ele deve tá puto porque você veio comigo até aqui. – Dá risada negando com a cabeça. – Bichão tem um ciúme de você e acha que ninguém percebe.
Estrella: Ciúme do quê, Preto? Eu hein, ele é maluco da cabeça, cara. – Reviro os olhos e começo a procurar pelo Rô. Quando acho, chamo ele com a mão. – Bora, filho, entrar logo, mó lotação.
Rô: Seu macho já tá te olhando... – Diz olhando pro Pierre.
Estrella: Não começa! Vamo.
Dou tchau para o Preto e seguro na mão do Rô. Entramos no baile e já fomos atrás de achar bebida pra gente. Pedi um gim pra mim e ele pediu uma dose de vodka com gelo de coco.
Estrella: Vamo dançar, vai! – Deixo o copo do meu gim numa mesinha e começo a dançar. Estamos na pista então tá bem apertado, mas nem me importo. Pra quem não queria vir, até que tô me soltando rapidinho.
Rô: Cara, o Pierre não para de te olhar lá do camarote. Não sei se fico com medo ou com t***o desse olhar matador dele, ui.
Fala alto no meu ouvido por conta da música e dou risada. Aproveito pra olhar pra cima e realmente ele tá me olhando como se fosse metralhar alguém. Tô entendendo legal não.
Estrella: Deixa ele, ignora... – Continuo dançando e rebolando até o chão.
Passam uns cinco minutos e vem um cara com fuzil atravessado no peito falar comigo.
Vapor: Eae, patrão tá pedindo pra tu e teu amigo subir no camarote. – Olho pra ele sem entender. Pierre, pô.
Estrella: O que ele quer? – Falo olhando em direção ao Rô que tá rindo, adorando a situação.
Vapor: Não sei não, só tá pedindo pra tu subir. Vai ou não?
Estrella: Não, tô bem aqui. Se ele quiser ele que venha, eu hein. – Reviro os olhos e volto a dançar enquanto o vapor dele dá risada e volta lá pra cima.
Rô: Tu provoca, viu cachorra? Se prepara, ele tá descendo... – Olho assustada pro Rô e depois olho para a escada onde o Pierre tá descendo e vindo na minha direção. – Aí, Estrella, todo de preto, cheio do ouro... Gostoso.
Estrella: O que eu fiz pra merecer isso, p**a merda...
Pierre: Sobe. – Diz próximo ao meu ouvido com aquela voz mega rouca e sensual. Sinto os pelos do meu corpo se arrepiarem inteiros.
Tô mandando, Estrella... Sobe você e seu amigo.