Minha Vida

1235 Words
Mensagem d[a] criador [a]: Esse livro pode conter conteúdos que podem ser gatilhos ou impróprios para alguém, então peço que leia com cuidado e responsabilidade ;] ! Oi, eu sou o Lian, e eu sou um estadunidense que mora com a própria tia, e, eu sei que você pode achar isso meio estranho mas...eu tenho motivos para fazer isso e vou contar isso para vocês: Desde pequeno, eu fui tratado como um "lixo" pelos meus próprios pais e, isso me fez aceitar que eu era um; quando eu finalmente saia do quarto, minha mãe dizia:" Olha quem finalmente saiu do quarto.",E o meu pai respondia:''Estou vendo. É aquele inútil que chamamos de filho." E isso dentre tantas outras coisas piores me afetaram bastante negativamente, e eu ficava no quarto basicamente o dia inteiro,e só saia para buscar algo para comer ou ir ao banheiro. Mas,tudo mudou quando eu fiz dezoito anos. ********* Ouvi uma discussão na cozinha e fui lá ver qual era o "assunto de hoje". Eu agi normalmente,pois já estava acostumado com essas discussões e,a única coisa em que eles concordavam era que eu era um inútil e um lixo. Tive uma surpresa quando vi minha tia discutindo com meus pais;depois de vários chingamentos e quase gritos,minha tia me puxou para o meu quarto e me explicou que meus pais não me "queriam" mais e eu ia passar a morar junto dela. Fiquei meio triste e meio feliz ao mesmo tempo. Mas eu estava com um bom pressentimento! A casa da minha tia era à 2 horas da minha casa. Assim que sai da minha casa, percebi como tudo tinha mudado e eu nem tinha percebido isso antes. Mas,não era minha culpa,eu ficava basicamente 24 horas dentro do meu quarto (tirando a parte em que eu ia para a escola),e a última vez que eu tinha saído de casa, eu tinha 4 anos de idade. Eu entrei no carro com pressa e coloquei o cinto. Enquanto eu estava esperando minha tia entrar no carro também,vi crianças brincando de jogar bolas de neve umas nas outras,naquela hora eu refleti o quão o tempo passou rápido e que eu também não tinha amigos com quem brincar na minha infância. Mas deixei isso de lado quando minha tia entrou no carro e começou a dirigir. Chegando lá,logo vi a casa dela;tinha um quintal verdinho em frente e nos fundos. Entramos e logo subi a escada onde levava a três portas;abri uma por uma,até chegar em um quarto vazio -Aqui deve ser meu quarto.Eu pensei. Logo,minha tia falou -aqui estão suas coisas,arrume seu novo quarto. ********** Arrumei o meu novo quarto e fiquei encarando-o para ver se estava confortável do jeito que eu queria;estava tudo certo. Deitei em minha cama,sentindo os cobertores gelados. Minha tia me chamou para comer e eu desci lá embaixo. Ela estava preparando lasanha com bastante pimenta;minha comida preferida! Sentamos na mesa para comer; um silêncio tão pesado que eu quase pude tocá-lo tinha dominado a cozinha; até que minha tia finalmente perguntou: Então... você ainda está fazendo sessão com o seu psicológico? Eu respondi: Não, ele me diagnosticou com depressão e meus pais acham que ele só quer fazer eles pagarem mais sessões para mim. Ela ficou em silêncio e por alguns minutos, depois ela continuou a comer, sem graça. Quando terminei de comer,fui para o meu quarto,me deitei e dormi. Confesso que demorei um pouco para me acostumar com a casa dela;onde eram os quartos,a cozinha,a garagem e etc... ********* Minha tia se chama Olivia,e ela trabalha como médica,em um hospital a 32 minutos da casa dela;todos diziam que ela exercia muito bem o seu trabalho como médica. Eu me senti feliz sabendo que ela luta para salvar vidas todos os dias. Sempre quando ela chegava eu a recebia com um grande abraço,pois eu sabia que ela estava cansada,além de ela ter voltado do trabalho,muitos pacientes eram muitos hipócritas e ignorantes com ela,mesmo depois de ter a vida salva pela mesma. Minha tia era irmã da minha mãe,e sempre falava m*l dela para mim quando tinha a oportunidade. Eu falava também,apesar de ela ser a minha própria mãe,isso não era nem a metade da "vingança" do que ela já me fez. Minha tia sempre me ajudava em seu alcance,mas também me deixava sozinho quando eu precisava; em termos mais simplificados,ela me tratava melhor que os meus pais! Eu sempre ajudava ela em coisas da casa,tipo: varrer a casa,passar pano,arrumar o meu quarto, arrumar o quarto dela,ir no supermercado para e com ela.As vezes ela até me levava em um bar perto da casa dela,mas ela só me levava para conhecer outras pessoas (nas quais eu não me dava nada bem,apesar de serem da minha idade) e eu também não bebia bebida alcoólica,apenas uns suquinhos. Algumas vezes,essas pessoas me ofereceram bebidas alcoólicas, cigarros, cigarros eletrônicos (ou vape) e ervas de todos os tipos; em pó,no saquinho,na sua forma de folha para o tráfico,em maços de cigarros ou enroladas em folhas de caderno, na maioria das vezes eu ficava perto da minha tia,só pra não ficar perto daquele tipo de gente! As vezes minha tia até me levava para festas e coisas do tipo,para que eu me socializasse,mas eu ficava só em algum cantinho qualquer. ******** Bem,como todo mundo cresce,eu também cresci e me tornei praticamente um adulto. Eu tenho vergonha de dizer que sou adulto e moro com a minha tia,mas eu acabei me acostumando com isso, já que lá era melhor do que a minha própria casa. -Tome. É melhor você desenhar do que ficar com essa cara enfiada o dia todo no celular. Minha tia disse,colocando folhas chaméx em cima da minha mesa. Eu,como uma pessoa educada,desliguei o meu celular.-mas porquê? Eu gosto de ficar deitado aqui na minha cama. Eu disse,com um tom de preguiça em minha voz. -Por favor,apenas tente. Disse ela,tentando me fazer desenhar Eu suspirei,pois estava muito confortável na cama. Eu me levantei, sentei na cadeira e começei a fazer um esboço naquela folha branca. -Isso mesmo! Disse ela,passando a mão sobre os meus cabelo. -Minha nossa! Estou atrasada para o trabalho! Disse ela,olhando para o relógio. Ela correu para fora do meu quarto e desceu a escada com passos pesados e rápidos. Depois de uns 7 minutos eu já tinha feito aquela pessoa que eu chamei de Lara. Peguei uma caixinha de lápis de cor e começei a dar vida ao desenho; e quando eu acabei,eu vi como eu desperdiçava o meu dom de desenho, quero dizer, não estava igual a um quadro do Leonardo da Vince,mas estava bom. Bem,vou dar uma breve descrição de como ficou o meu desenho: Era uma menina,tinha uma expressão de preocupação, escondida com um sorriso. Ela tinha o cabelo Chanel e castanho,suas roupas eram largas e pretas, parecidas com um pijama; ela estava em pé, acenando para alguém...provavelmente alguém íntimo. Quando eu terminei aquele desenho eu desci para a cozinha fazer um lanchinho. Eu coloquei um pedaço de presunto em um pão e coloquei na misteira. O meu físico nunca foi bom a ponto de eu me considerar uma pessoa fitness,mas também nunca foi tão horrível ao ponto de eu entrar para o "Quilos Mortais".Mas eu também tenho que admitir que oque eu mais comia não era as coisas mais saudáveis do mundo.O pão estava pronto e eu subi com ele para o meu quarto,em cima de um prato.
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